sábado, 23 de abril de 2011

Dia Nacional de Lutas

Greve de professores em Honduras

Há três semanas, o magistério hondurenho, organizado na FOMH (Federação de Organizações Magisteriais de Honduras), protagoniza uma heroica greve contra a municipalização da educação, pela defesa dos seus legítimos direitos a um salário justo e a uma aposentadoria digna, e contra a corrupção e o desfalque financeiro perpetrado pelo Governo contra o Instituto de Previdência do Magistério (INPREMA).

Nesses dias, os professores enfrentaram e resistiram à forte repressão do ilegítimo governo de “Pepe” Lobo, continuador do governo de fato gerado pelo golpe de Estado de 2009 que derrubou o presidente Manuel Zelaya e o expulsou do país. Com sua ação repressiva, a polícia já assassinou uma professora de 59 anos, a companheira Ilse Ivania Velázquez Rodríguez e feriu e intoxicou com gases centenas de professores. 24 companheiros foram presos.

A greve é uma reação do magistério a um ataque geral do governo a este sindicato na tentativa de retirar suas conquistas, derrotá-lo e, assim, desarticular o principal setor do movimento popular hondurenho e, portanto, a coluna vertebral da resistência ao regime gerado pelo golpe de Estado. Este ataque não é de agora. Ano passado, o governo de Lobo não cumpriu um acordo assinado por ambas as partes na greve anterior, um fato sem precedentes em décadas de luta.

O ataque do governo engloba vários aspectos, sendo os principais: a Lei de municipalização da educação, aprovada em primeiro debate pelo Congresso Nacional; a aprovação e aplicação da Lei Geral de Educação, que automaticamente dissolve o Estatuto do Docente e a descapitalização do Instituto Nacional de Previdência Magisterial (INPREMA) por parte do governo.


A greve do magistério de Honduras é o ponto mais avançado da resistência popular hondurenha ao regime imposto pelo golpe militar de 2009. Apoiar esta luta é um dever de todas as organizações sindicais e populares da América Latina, especialmente das ligadas ao setor da educação. A LIT-QI se solidariza com a luta dos professores hondurenhos e reproduzimos em nosso site algumas declarações de solidariedade de organizações políticas e sindicais. Fazemos isso para apoiar a heroica luta do povo hondurenho para derrotar o regime golpista e varrer, definitivamente, todas as tentativas reacionárias de eliminar as liberdades democráticas na América Latina e no mundo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DIREÇÃO DA APP MOSTRA QUE NÃO ESTÁ DISPOSTA A DEBATER COM A CATEGORIA

Mesmo com mais de mil assinaturas pedindo a imediata convocação do congresso da categoria, a direção da APP sindicato não reconheceu o abaixo assinado protocolado pela oposição. Com a desculpa de que dava trabalho fazer o congresso em julho, a direção jogou o congresso para dezembro, calando a boca da categoria antes das eleições.

 Para nós da oposição, não há porque não chamar o congresso (que teria que ter sido o ano passado) para o mês de julho. Pior que isso, sabemos como é corrido o mês de dezembro. Será que o debate terá a mesma qualidade? Será que todos poderão participar? Ou será que a direção da APP só fez isso para evitar o debate com a oposição antes da eleição do sindicato que ocorrerá esse ano?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Oposição é contra o cancelamento das aulas de 30 minutos

Mesmo entendendo como uma proposta de mobilização muito rebaixada, a oposição estava construindo as aulas de trinta minutos que seriam realizadas hoje. Nesse momento decisivo de nossa campanha salarial, o debate com a categoria tem de estar em primeiro lugar, para informar e armar a categoria para a mobilização.

Infelizmente, a direção do sindicato lançou documento dizendo estar canceladas as aulas de trinta minutos por entender que o governo teria indicado o reajuste da data base.

Nós da oposição alternativa temos um entendimento diferente. Para nós, ao contrário do que diz a direção do sindicato, não está garantido o índice de reposição. Na própria página do sindicato podemos observar que o governo se comprometeu em "construir parâmetros" para a equiparação. Isso não quer dizer equiparar.

Mais uma vez, a direção do sindicato rompe com a possibilidade de debate na categoria, deixando claro a falta de democracia reinante nesses últimos anos e a completa submissão ao governo. Beto Richa, Hauly, PSDB e CIA são confiáveis? Por que não manter a nossa mobilização e armar a categoria para prováveis lutas.

Mais uma vez, entendemos que a direção do sindicato age no sentido de desmobilizar. Isso terá um preço muito alto para o cumprimento de nossa pauta de reivindicações.