O 57º dia da greve dos educadores do Maranhão foi mais um dia de muita luta e garra da categoria. Após marchar em protesto para a Secretaria de Educação e não serem recebidos pela secretária Olga Simão, os professores decidiram ocupar as dependências da Secretaria.
Mais uma vez o governo demonstrou o descaso com a paralisação e desmarcou na última hora a reunião que teria com o comando de greve na tarde desta terça feira (26). A marcha que contou com centenas de professores ao final definiu pela ocupação da Secretaria até que sejam recebidos para discutir as reivindicações.
Apesar do protesto pacífico da categoria, a tropa de choque da Polícia Militar foi chamada numa clara tentativa de criminalizar o movimento. Roseana e Olga, lutar não é crime! Vamos cercar de apoio e solidariedade os professores em greve contra o sucateamento da educação do Maranhão. Diversas entidades já marcaram presença na ocupação demonstrando seu apoio, como a CSP Conlutas, sindicatos filiados e ANEL.
É uma vergonha ver um governo do PT atacando os trabalhadores da educação e ao mesmo tempo a CUT fazer de conta que nada está acontecendo. A ocupação da Secretaria já garantiu uma reunião do comando de base com o vice-governador Washington Luís (PT) amanhã (quarta-feira) para encontrar uma solução para o impasse. Enquanto isso, os professores continuam em vigília no prédio da Secretaria.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Dia 26, dia de debate nas escolas
Amanhã, terça-feira, dia 26, é dia de debate nas escolas. Depois do anuncio da reposição de 6,5%, agora a categoria passa a discutir a sua pauta de reivindicações. Questões como a equiparação salarial, o aumento do auxílio alimentação, a equiparação do valor do auxílio transporte do funcionário ao do professor, a contratação de funcionários e professores, a hora atividade e, principalmente, as formas de luta para atingir essas conquistas, devem estar no debate.
Porém, a oposição sindical tem convicção de que o dia 26 deveria ser um dia de paralisação ou, ao menos, um dia de aulas de trinta minutos. Para que se faça um debate com conteúdo, o tempo é um fator evidente. Fica a pergunta: Se nesse dia teremos aulas normais, em que horário faremos o debate?
Porém, a oposição sindical tem convicção de que o dia 26 deveria ser um dia de paralisação ou, ao menos, um dia de aulas de trinta minutos. Para que se faça um debate com conteúdo, o tempo é um fator evidente. Fica a pergunta: Se nesse dia teremos aulas normais, em que horário faremos o debate?
sábado, 23 de abril de 2011
Governo cumpre a lei da data base.
Na última quarta-feira, o governador do Paraná anunciou o que ninguém deveria de ter dúvidas: cumprirá a lei da data base com um reajuste de 6,5%. Esse índice de reajuste é calculado levando-se em consideração o IPCA, uma base de cálculo para a inflação do período. Porém, achamos esse índice muito baixo. Como sabemos, vários produtos alimentícios subiram muito mais que isso, sem contar o aluguel, os combustíveis, as passagens de ônibus, etc
Mais que isso, devemos lembrar que nossa campanha salarial não se limita ao cumprimento da lei da data-base. Temos várias questões em nossa pauta de reivindicações, tendo algumas que devem ser discutidas imediatamente. Vamos a alguns exemplos:
1- Equiparação salarial - o governo prometeu equiparar o salário em 4 parcelas, durante os quatro anos de governo. Esse índice tem que ser aplicado também para os funcionários. Temos que estar em vigília constante!
2- Lei do piso: para que o governo passe a cumprir a lei, deverá ainda haver um incremento de 3% ao salário dos professores. A questão dos 33% de hora atividade ainda não está acertada; precisaremos de muita mobilização para conquistar os 33%, rumo à nossa reivindicação histórica: 50% de hora atividade.
3- Por um plano de saúde público que realmente atenda as necessidades dos trabalhadores em educação.
4- Equiparação do valor do auxílio transporte dos funcionários ao dos professores. Hoje os funcionários ganham metade do valor do auxílio transporte do professor. Não há explicação para isso, a não ser o desrespeito e a discriminação em relação ao funcionário de escola.
5- Por um auxílio alimentação no valor da cesta básica (R$ 248,42).É inaceitável que o servidor continue recebendo os míseros R$ 50,00.
6- Aumento do porte das escolas e contratação imediata de mais professores e funcionários por concurso público.
Somente por esses exemplos, fica claro que a nossa campanha salarial está apenas começando e teremos muita luta pela frente.É hora da direção do sindicato chamar uma assembleia para discutirmos os próximos passos de nossa campanha salarial.
Mais que isso, devemos lembrar que nossa campanha salarial não se limita ao cumprimento da lei da data-base. Temos várias questões em nossa pauta de reivindicações, tendo algumas que devem ser discutidas imediatamente. Vamos a alguns exemplos:
1- Equiparação salarial - o governo prometeu equiparar o salário em 4 parcelas, durante os quatro anos de governo. Esse índice tem que ser aplicado também para os funcionários. Temos que estar em vigília constante!
2- Lei do piso: para que o governo passe a cumprir a lei, deverá ainda haver um incremento de 3% ao salário dos professores. A questão dos 33% de hora atividade ainda não está acertada; precisaremos de muita mobilização para conquistar os 33%, rumo à nossa reivindicação histórica: 50% de hora atividade.
3- Por um plano de saúde público que realmente atenda as necessidades dos trabalhadores em educação.
4- Equiparação do valor do auxílio transporte dos funcionários ao dos professores. Hoje os funcionários ganham metade do valor do auxílio transporte do professor. Não há explicação para isso, a não ser o desrespeito e a discriminação em relação ao funcionário de escola.
5- Por um auxílio alimentação no valor da cesta básica (R$ 248,42).É inaceitável que o servidor continue recebendo os míseros R$ 50,00.
6- Aumento do porte das escolas e contratação imediata de mais professores e funcionários por concurso público.
Somente por esses exemplos, fica claro que a nossa campanha salarial está apenas começando e teremos muita luta pela frente.É hora da direção do sindicato chamar uma assembleia para discutirmos os próximos passos de nossa campanha salarial.
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