quarta-feira, 27 de abril de 2011

MARANHÃO: GOVERNO PRESSIONA COM CORTE NOS SALÁRIOS DOS PROFESSORES EM GREVE

blog do Cesar Bello

O governo Roseana Sarney apela com corte nos salários dos professores em greve há 50 dias . Os descontos como instrumento de intimidação, só reforça o ânimo da categoria de radicalizar o movimento . Depois das tentativas anteriores infrutíferas nada mais assusta os mestres. Tudo e todos já foram utilizados nas mais variadas formas sem sucesso. Agora querem puxar os professores para a sala de aula pelo bolso.

Fazer descontos de salários de grevistas é mais um novidade da República do Maranhão. O direito de greve é assegurado na Constituição Federal, só que no Maranhão dos Sarneys isso implica em corte de salários. A medida é ilegal e imbecil, posto que tira o estímulo do retorno a sala de aula. O precedente histórico é do não menos oligárquico João Castelo. 

O deputado César Pires subiu a tribuna  da Assembléia na segunda-feira(25), para fazer a defesa de um requerimento em que pede ao governo, o ressarcimento dos valores descontados dos grevistas na educação. Com mais de dois neurônios Pires percebe que a medida ilegal e autoritária, em nada contribui para a solução do problema .    

O governo aceita convocar Olga à explicações ensaiadas, mas corta os salários dos grevistas como forma de pressionar a categoria a retornar a sala de aula. Fica difícil desta maneira qualquer tipo de encaminhamento, objetivando o fim da greve na educação. 

Professores ocupam Secretaria de Educação para pressionar por negociação

O 57º dia da greve dos educadores do Maranhão foi mais um dia de muita luta e garra da categoria. Após marchar em protesto para a Secretaria de Educação e não serem recebidos pela secretária Olga Simão, os professores decidiram ocupar as dependências da Secretaria.


Mais uma vez o governo demonstrou o descaso com a paralisação e desmarcou na última hora a reunião que teria com o comando de greve na tarde desta terça feira (26). A marcha que contou com centenas de professores ao final definiu pela ocupação da Secretaria até que sejam recebidos para discutir as reivindicações.


Apesar do protesto pacífico da categoria, a tropa de choque da Polícia Militar foi chamada numa clara tentativa de criminalizar o movimento. Roseana e Olga, lutar não é crime! Vamos cercar de apoio e solidariedade os professores em greve contra o sucateamento da educação do Maranhão. Diversas entidades já marcaram presença na ocupação demonstrando seu apoio, como a CSP Conlutas, sindicatos filiados e ANEL.


É uma vergonha ver um governo do PT atacando os trabalhadores da educação e ao mesmo tempo a CUT fazer de conta que nada está acontecendo. A ocupação da Secretaria já garantiu uma reunião do comando de base com o vice-governador Washington Luís (PT) amanhã (quarta-feira) para encontrar uma solução para o impasse. Enquanto isso, os professores continuam em vigília no prédio da Secretaria.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Dia 26, dia de debate nas escolas

Amanhã, terça-feira, dia 26, é dia de debate nas escolas. Depois do anuncio da reposição de 6,5%, agora a categoria passa a discutir a sua pauta de reivindicações. Questões como a equiparação salarial, o aumento do auxílio alimentação, a equiparação do valor do auxílio transporte do funcionário ao do professor, a contratação de funcionários e professores, a hora atividade e, principalmente, as formas de luta para atingir essas conquistas, devem estar no debate.

Porém, a oposição sindical tem convicção de que o dia 26 deveria ser um dia de paralisação ou, ao menos, um dia de aulas de trinta minutos. Para que se faça um debate com conteúdo, o tempo é um fator evidente. Fica a pergunta: Se nesse dia teremos aulas normais, em que horário faremos o debate?

sábado, 23 de abril de 2011

Governo cumpre a lei da data base.

Na última quarta-feira, o governador do Paraná anunciou o que ninguém deveria de ter dúvidas: cumprirá a lei da data base com um reajuste de 6,5%. Esse índice de reajuste é calculado levando-se em consideração o IPCA, uma base de cálculo para a inflação do período. Porém, achamos esse índice muito baixo. Como sabemos, vários produtos alimentícios subiram muito mais que isso, sem contar o aluguel, os combustíveis, as passagens de ônibus, etc

Mais que isso, devemos lembrar que nossa campanha salarial não se limita ao cumprimento da lei da data-base. Temos várias questões em nossa pauta de reivindicações, tendo algumas que devem ser discutidas imediatamente. Vamos a alguns exemplos:

1- Equiparação salarial - o governo prometeu equiparar o salário em 4 parcelas, durante os quatro anos de governo. Esse índice tem que ser aplicado também para os funcionários. Temos que estar em vigília constante!

2- Lei do piso: para que o governo passe a cumprir a lei, deverá ainda haver um incremento de 3% ao salário dos professores. A questão dos 33% de hora atividade ainda não está acertada; precisaremos de muita mobilização para conquistar os 33%, rumo à nossa reivindicação histórica: 50% de hora atividade.

3- Por um plano de saúde público que realmente atenda as necessidades dos trabalhadores em educação.

4- Equiparação do valor do auxílio transporte dos funcionários ao dos professores. Hoje os funcionários ganham metade do valor do auxílio transporte do professor. Não há explicação para isso, a não ser o desrespeito e a discriminação em relação ao funcionário de escola.

5- Por um auxílio alimentação no valor da cesta básica (R$ 248,42).É inaceitável que o servidor continue recebendo os míseros R$ 50,00.

6- Aumento do porte das escolas e contratação imediata de mais professores e funcionários por concurso público.

Somente por esses exemplos, fica claro que a nossa campanha salarial está apenas começando e teremos muita luta pela frente.É hora da direção do sindicato chamar uma assembleia para discutirmos os próximos passos de nossa campanha salarial.