Os trabalhadores da educação pública do Rio Grande do Norte estão enfrentando com força a administração da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Em greve desde o último dia 2, professores e funcionários estão com suas atividades suspensas em 90% das escolas do Estado. Em Natal, a greve também já chegou a 90% das escolas. Entre as principais reivindicações, estão o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos funcionários, revisão do Plano dos professores, aplicação da tabela salarial dos servidores e pagamento de direitos atrasados. A disposição de luta da categoria já havia sido demonstrada na assembleia que decidiu pela greve, na qual cerca de mil trabalhadores estiveram presentes.
Foram meses de negociação com o governo do Estado, sem alcançar sucesso. A principal razão para o início da greve foi o pedido feito pela governadora Rosalba Ciarlini aos servidores da educação. Em reunião com o sindicato da categoria (Sinte/RN), o governo afirmou ter muitas dívidas deixadas pela gestão anterior e pediu mais quatro meses para apresentar uma resposta às reivindicações. Professores e funcionários das escolas entenderam a mensagem da governadora como uma armadilha para não pagar os direitos.
Governo diz que não negocia com trabalhadores em greve
O governo do Estado, através da Secretária de Educação Betânia Ramalho, tem assumido uma postura intransigente diante das reivindicações dos trabalhadores. Em notas divulgadas na imprensa local, a Secretaria afirmou que só irá negociar com a categoria em sala de aula. Além disso, o governo já afirmou que o atendimento às reivindicações econômicas dos servidores, como a correção de 15,8% do Piso Nacional do Magistério, deverá se adequar às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Criada por Fernando Henrique Cardoso, a lei na prática impede a valorização dos servidores públicos e, consequentemente, os investimentos nos serviços.
Na última reunião com o sindicato, a Secretária de Educação declarou que o mais importante deve ser garantir aos alunos os 200 dias de aula no ano letivo, previstos em lei. Entretanto, para o governo do Estado, a lei que deveria garantir o cumprimento do Piso Nacional e o pagamento dos direitos dos educadores não tem a menor importância. Prova disso é que os 19 mil professores em atividade na rede estadual estão com seus salários defasados.
Nesse dia 9 de maio, os trabalhadores realizaram uma plenária e aprovaram um conjunto de atividades para esta semana, como protestos e caminhadas. Também haverá reuniões com diretores de escolas onde existam estagiários e professores seletivos. Estima-se que estas sejam as únicas unidades de ensino que ainda não pararam. O objetivo é organizar a adesão destes locais ao movimento grevista e chegar aos 100% de paralisação, como já ocorre em regiões do interior do Estado.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
CONSIDERAÇÃO SOBRE A ÚLTIMA ASSEMBLEIA DA APP-SINDICATO
Mais submissão ao governo e água fria sobre a luta
No último dia 30 de abril, trabalhadores de várias partes do estado, se reuniram em Curitiba para uma assembleia extraordinária convocada pela APP Sindicato. A grande intenção da direção do sindicato era aprovar a proposta de equiparação salarial oferecida pelo governo, sem ter que enfrentar maiores debates.
A proposta encaminhada pelo governo tinha dois objetivos claros, evitar qualquer tipo de mobilização, paralisação e/ou greve no seu período de governo e dividir a categoria. Ao propor a divisão do índice de 25,97% em quatro parcelas anuais, a intenção é clara, o sindicato tem de controlar a categoria e não atrapalhar o governo para todo ano receber a parcela. A fim de gerar uma divisão e enfraquecimento da categoria, o governo disse não ser possível estender o mesmo índice de aumento aos agentes educacionais, fazendo assim com que a direção do sindicato tenha de virar as costas aos agentes educacionais para ter atendida a equiparação dos professores.
O argumento do governo, e pasmem, da direção do sindicato é que a equiparação não se estende aos agentes educacionais porque eles não tem a exigência de ensino superior no concurso. Isso é correto, porém nós não defendemos apenas a equiparação dos salários dos agentes educacionais com o dos agentes profissionais, e sim a aplicação do mesmo índice de aumento, ou seja, os 25,97%, o que servirá para manter a mesma proporção na diferença entre os salários de agentes educacionais e professores, o que na prática evitará perdas nos salários dos agentes educacionais.
A Oposição Alternativa apresentou a proposta de cobrar do governo a equiparação em duas parcelas, e a aplicar o mesmo índice aos agentes educacionais, e caso estes dois itens não fossem aceitos pelo governo a categoria não aceitaria a equiparação. A direção do sindicato, ao contrário, defendeu aceitar a proposta do governo (4 parcelas), como se a pauta dos professores fosse uma e dos agentes educacionais fosse outra, e não a mesma pauta de uma única categoria, a dos trabalhadores da educação.
Em outro item importante debatido na assembleia, a paralisação nacional proposta pelo CNTE para dia 11/05, novamente uma posição de recuo da direção. A proposta defendida pela direção e aprovada foi de aulas de 30 minutos, e não da paralisação, o que com certeza inviabilizará a discussão em muitas escolas. Pelo que vemos nem paralisação de um dia a direção do sindicato quer mais. A que ponto chegamos! Quanto a organização desta mobilização do dia 11 foi aprovada uma organização regional, e que os núcleos sindicais devem chamar reunião do conselho de representantes de escolas para definir as ações.
A direção do Sindicato apresentou também uma leitura do Plano de Metas da SEED, e nesse ponto houve consenso de que qualquer posição que tirássemos nesse momento seria precipitada, e que precisamos fomentar mais a discussão nas bases para firmarmos um posicionamento da categoria.
Em suma a Assembleia do dia 30/5 foi convocada pela Direção Estadual da APP Sindicato, com a intenção de referendar seus acordos com o governo, acordos esses conseguidos muito por tática do governo Richa, que mesmo mantendo a postura neoliberal de administração, não quer passar pelas experiências de enfrentar greve que o Lerner passou, pois até agora a postura da direção da APP foi apenas de aceitar as ofertas do governo, mesmo a direção dizendo que estão pressionando. Que tipo de pressão é essa? Não vemos em momento algum a direção se impondo frente ao governo, o que vemos na verdade, após essas inúmeras reuniões com o governo, é uma direção que apenas repassa informes do governo a categoria.
Portanto é imprescindível que neste momento em que a luta se acirra e os ataques a categoria aumentam, que todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação se sindicalizem, e que os já sindicalizados participem das instâncias do sindicato, para não deixarmos que esta direção continue a dar este rumo ao nosso sindicato, um rumo de negociações e submissão ao governo.
APP DE LUTA E PELA BASE – OPOSIÇÃO ALTERNATIVA
Maio de 2011
Contato: appdeluta@yahoo.com.br
Visite nosso blog: www.appdeluta.blogspot.com
Pouso forçado de Helicóptero! Nem todos tem esta oportunidade
Caro governador, todos desejamos que o senhor tenha uma ótima saúde! Mas, todos também querem uma ótima saúde, e milhões não tem recursos financeiros para dispor de um helicóptero que os leve para consultas com especialistas em outro estado.
Esses milhões dependem da saúde pública, e quero lembrar aqui, que apesar de não terem condições para tanto, são os impostos pagos por estes milhões que financiam o seu helicóptero, o seu especialista, e o seu salário!
Portanto o mínimo que eles merecem é um atendimento hospitalar digno, que de acordo com os preceitos constitucionais e o juramento de Hipócrates, respeite a vida e a dignidade humana!
Por que enquanto o senhor estava viajando de helicóptero para uma consulta, milhares estavam morrendo e agonizando (e ainda estão) nas filas de espera dos hospitais públicos! E ainda tem aqueles que nem a sorte (sorte?) de entrarem na fila de espera conseguem!
Tenho uma amiga, por exemplo, que esta como se diz no ditado popular, "comendo o pão que o diabo amassou" para conseguir uma cirurgia para sua mãe! Cirurgia esta que é necessária para que a mãe dela possa viver com um mínimo de dignidade, uma senhora idosa que contribuiu com a sociedade e agora busca um apoio do estado. Apoio que lhe é negado fechando-se as portas! Recentemente minha avó faleceu, imaginem vocês, por complicações que começaram com uma perna quebrada! Em pleno séc. XXI pessoas simples e sem recursos morrem por complicações como estas! E isso tudo por que o estado que lhes deveria dar suporte no final, e ao longo, da vida não funciona neste quesito! É comum para quem depende do SUS ouvir a seguinte resposta: "O SUS não cobre este exame!", "O SUS não cobre consulta com este especialista!", ou então "O SUS só cobre metade...".
O funcionalismo público do estado do Paraná já se acostumou a ouvir as mesmas respostas com relação ao SAS.
Então eu pergunto: Trabalhador seria uma vida de segunda categoria? Por que só pensando assim para justificar tal tratamento! Cães de milionários são tratados em veterinárias, de melhor forma do que milhões de brasileiros que dependem do Sistema Único de Saúde!
Assim governador, deixo aqui meu apelo! Nem sei se o mesmo vai chegar ao senhor!
Mas, em sua administração, por favor, lembre-se de administrar e incentivar uma melhoria real da saúde pública de nosso estado, tanto no SAS como no SUS!
Uma melhoria que possa viabilizar um tratamento digno e humano, para aqueles que na vida nunca farão um pouso forçado de helicóptero! Por que nunca terão condições de sequer entrar em um helicóptero, mas nem por isso merecem um tratamento menos humano!
Quem sabe assim, vossa senhoria não precise correr o risco de fazer um novo pouso forçado pelo fato de não precisar sair do PR para uma consulta! Por que daí, teremos um atendimento a saúde adequado em nosso estado!
Meu sonho é ver Prefeitos, Deputados, Governadores, frequentando quando precisarem, o mesmo corredor de hospital que aqueles que neles votaram frequentam! Mas não no intuito de piorar o atendimento aos excelentíssimos, e sim no intuito de melhorar o atendimento ao povo!
Daí sim, poderemos dizer que estamos no caminho de uma sociedade mais justa! E então, nosso governador (seja ele quem for neste período) não precisará correr o risco de cair de helicóptero, por que ele não precisará ir a uma consulta de helicóptero!
Espero que o sonho não seja impossível, e seja compartilhado no desejo e na luta com outros!
do blog Razão a Conta Gotas
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Governo faz proposta: categoria decide se aceita ou não, no sábado
Segundo a direção da APP sindicato, o governo do Paraná fez uma proposta de reajuste aos servidores e equiparação salarial. Por esse motivo a direção do sindicato está chamando assembleia no próximo sábado, 13 horas, em Curitiba.
Infelizmente, o conteúdo dessa proposta não foi divulgado por completo à toda categoria. Pelo que conseguimos levantar no site do sindicato, estaria garantido o reajuste (6,5%) e a equiparação dividida em 4 parcelas anuais, aí incluindo os 3% do valor do Piso Salarial Nacional. Porém, o governo não se comprometeu com o repasse desse índice aos agentes I e II.
Nós da oposição defendemos que essa valor deve ser repassado aos agentes, assim como a equiparação do valor do auxílio transporte dos agentes ao dos professores. Também defendemos um reajuste no auxílio alimentação (hoje 50 reais) rumo ao valor da cesta básica.
Em relação à proposta de equiparação salarial, passamos oito anos ouvindo do ex governador Requião que a equiparação seria paga até o fim do seu mandato. Isso não aconteceu. Por isso, não podemos confiar em palavras ao vento. Se realmente houver disposição em pagar a equiparação salarial, defendemos então que essa proposta venha através de Projeto Lei do Executivo enviado à Assembleia Legislativa.. Só assim, teremos a garantia de pagamento.
Participe da assembleia estadual. Vamos defender:
* Equiparação salarial com Projeto Lei do Executivo com o repasse da mesma porcentagem aos agentes I e II
* Equiparação do valor do auxílio transporte do funcionário ao do professor (40 horas) e pagamento a todos (PSS,CLT, Paraná Educação)
* Reajuste do auxílio alimentação
* por um plano de saúde público, descentralizado e que satisfaça as necessidades do trabalhador
* contratação imediata via concurso público para suprir todas as necessidades das escolas
Infelizmente, o conteúdo dessa proposta não foi divulgado por completo à toda categoria. Pelo que conseguimos levantar no site do sindicato, estaria garantido o reajuste (6,5%) e a equiparação dividida em 4 parcelas anuais, aí incluindo os 3% do valor do Piso Salarial Nacional. Porém, o governo não se comprometeu com o repasse desse índice aos agentes I e II.
Nós da oposição defendemos que essa valor deve ser repassado aos agentes, assim como a equiparação do valor do auxílio transporte dos agentes ao dos professores. Também defendemos um reajuste no auxílio alimentação (hoje 50 reais) rumo ao valor da cesta básica.
Em relação à proposta de equiparação salarial, passamos oito anos ouvindo do ex governador Requião que a equiparação seria paga até o fim do seu mandato. Isso não aconteceu. Por isso, não podemos confiar em palavras ao vento. Se realmente houver disposição em pagar a equiparação salarial, defendemos então que essa proposta venha através de Projeto Lei do Executivo enviado à Assembleia Legislativa.. Só assim, teremos a garantia de pagamento.
Participe da assembleia estadual. Vamos defender:
* Equiparação salarial com Projeto Lei do Executivo com o repasse da mesma porcentagem aos agentes I e II
* Equiparação do valor do auxílio transporte do funcionário ao do professor (40 horas) e pagamento a todos (PSS,CLT, Paraná Educação)
* Reajuste do auxílio alimentação
* por um plano de saúde público, descentralizado e que satisfaça as necessidades do trabalhador
* contratação imediata via concurso público para suprir todas as necessidades das escolas
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