segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sábado tem Assembleia Estadual da APP sindicato

Será nesse sábado, dia 11 de junho a Assembleia Estadual da categoria. Muitos assuntos ainda estão necessitando um maior debate, como a questão do cumprimento da lei 108/05 (dos PSS), a questão da aplicação da Lei do Piso Salarial Nacional, o auxílio transporte a todos os funcionários, as promoções e progressões que ainda não foram pagas, a campanha pelos 10% do PIB.

Chamamos a tod@s @s trabalhadores em educação a participar desse importante momento.

Pauta da assembleia:

1- Informes;
2-Negociações com o governo;
3- Eleição do sindicato;
3- Congresso da categoria

Participe!!! Vamos construir um sindicato de lutas.

Quando? sábado, dia 11
Onde? Auditório Dona Guilhermina
Horário: 8h30min

sábado, 4 de junho de 2011

Dia 31 teve paralisação, ato e twittaço em defesa da educação

Além dos trabalhadores da educação que já estão parados em várias regiões, como os professores do Rio Grande do Norte, Paraíba e Fortaleza, o último dia 31 foi marcado por uma série de iniciativas em defesa da educação. 

Seguindo seu calendário de mobilizações, os professores estaduais de Minas Gerais realizaram um dia de paralisação e, em assembleia, aprovaram greve a partir do dia 8 de junho. O ato público dos professores mineiros contou com a participação da professora do Rio Grande do Norte Amanda Gurgel.

Solidariedade
No mesmo dia em Brasília, militantes da CSP-Conlutas realizaram um protesto em solidariedade aos trabalhadores da educação do Rio Grande do Norte. O ato foi em frente à sede do Ministério da Educação, onde a Secretária de Educação potiguar, Betânia Ramalho, estava presente. 

As faixas estendidas denunciavam a situação precária em que passam professores, alunos e servidores de educação no estado. O governo diz que não tem dinheiro para resolver o problema, e lava as mãos. Também lembramos o exemplo de Amanda Gurgel, grevista que denunciou a situação e se tornou porta-voz do movimento.


A luta dos trabalhadores da educação pela valorização da categoria já se espalha por vários estados do país. O piso mínimo aprovado em lei não está sendo respeitado pela grande maioria dos governadores e prefeitos. Essa luta não é apenas dos profissionais da educação, mas de todo o povo brasileiro.

Twittaço 10% do PIB já para educação
Parte de um movimento que surgiu de forma espontânea na Internet, ao redor do fenômeno Amanda Gurgel, houve ainda no dia 31 um ‘twittaço’ exigindo 10% do PIB para a educação.

De Belo Horizonte, a professora potiguar apareceu via twitcam para toda a rede mundial. Cerca de 300 internautas puderam acompanhar e twittar diretamente com a professora. Pedidos de apoio a escolas de todo país e mensagens de reconhecimento da luta desta militante preponderaram na timeline de Amanda.

Diretores de escola, professores, alunos, pais e mães de todos os lugares como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina e, claro, de seu estado natal, Rio Grande do Norte, puderam compartilhar, ao vivo, do twittaço com Amanda. E não só isto. Um grupo de brasileiros na Austrália também assistia à professora e relatou que o vídeo no youtube teve repercussão internacional.

Alunos da universidade pública do Rio Grande do Norte se organizaram e apareceram para saudar a mestre. Amanda recebeu muito carinho, enviou beijos e abraços para muitos internautas. E seu apelo era frequente: "vamos colocar a educação no topo! #dezporcentodopibjá". Em pouco tempo, a hashtag alcançou o 3º lugar nos Trending Topics Brasil. Mas como a própria Amanda diz, < i>"precisamos transformar nossa angústia em ação".

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Amanda Gurgel em Florianópolis - 30 de maio de 2011

Greve em Santa Catarina continua e recebe apoio de Amanda

A greve dos professores de Santa Catarina, aprovada em assembléia com cerca de 10 mil trabalhadores em educação, entrou na terceira semana e conta com 90% de adesão da categoria. A maior mobilização desde 1987 vem ganhando força e apoio da população e de diretores de escolas que estão aderindo à greve.

Do outro lado da trincheira está o governador Raimundo Colombo (PSD), base do governo Dilma. Ele, de forma autoritária, editou uma Medida Provisória que achataria a tabela salarial, para tentar dividir a categoria. O que foi visto como uma afronta ao magistério. Com a MP de Colombo, a carreira seria destruída, os professores que têm graduação ou pós-graduação não ganhariam nenhum centavo a mais por isso. Os professores chegaram a fazer um cortejo fúnebre do Plano de Carreira, pelas ruas do centro de Florianópolis.

Depois da apresentação dessa proposta rebaixada na semana passada, os professores ganharam mais fôlego para continuar na luta, com atos diários e criativos como a queima dos diplomas e enterro da carreira as mobilizações crescem. 

Apoio
A presença da professora Amanda Gurgel, fenômeno nacional, que tem emprestado sua voz para debater as condições humilhantes dos trabalhadores em educação no Brasil, contou com 2 mil professores que debateram e reafirmaram o entendimento de que essa é uma luta nacional. 

Amanda esteve em Santa Catarina na segunda-feira, dia 30, e falou para os 2 mil professores reunidos na Praça Ivo Campos, em frente à Assembléia Estadual de Santa Catarina. Ela fez um discurso e ainda respondeu a diversas perguntas feitas pelos grevistas. 

A professora do Rio Grande do Norte ainda deu entrevistas para jornais locais, para a Rádio Band e jornais da RBS e Record. EM entrevista ao jornal Diário de Notícias, da Record, Amanda afirmou: “O custo de vida aqui é muito alto e eu nunca imaginaria que muitos deles ganham ainda menos do que ganhamos no RN. Mas me sinto muito orgulhosa por ver a mobilização que está sendo feita aqui. O governador deveria respeitar isso”, afirma ela. 




Próximos passos
A tentativa do governador foi apelar ao governo federal, que não manifestou nenhuma ajuda para solucionar o impasse. Ao mesmo tempo em que os governos estadual e federal dizem não ter orçamento para pagar o Piso Salarial previsto por lei. No entanto, R$ 4,2 bilhões são dados aos grandes empresários como isenção fiscal para importações. Esse valor daria para pagar o piso salarial para todos os professores, em todos os níveis da carreira, por quatro anos. O que temos em Santa Catarina e no Brasil é a prioridade para os empresários em relação aos professores, priorizando os grandes lucros de poucos ao invés de uma educação de qualidade que valorize os trabalhadores.

A vitória dessa semana foi a conquista de uma mesa de negociação com o governador. A categoria vai decidir em uma assembléia estadual nos próximos dias os rumos da greve. Enquanto isso, nos manteremos na luta para, além do piso, garantir toda a pauta da greve que vai desde eleição direta para diretores, concurso público até a bandeira dos 10% do PIB para a educação.