À espera que o Parlamento vote nesta quarta-feira um novo e impopular pacote de medidas de austeridade, os gregos fazem uma nova greve geral de 24 horas, a terceira deste ano.
Convocada pelos sindicatos majoritários, a greve paralisa a circulação de trens e navios e afeta também a imprensa, pois aderiram a ela os jornalistas de todos os veículos.
Também permanecem fechados os bancos, os ministérios, os serviços voltados ao público, as creches e as empresas estatais em vias de privatização.
Os hospitais públicos atenderão apenas casos de emergência, os meios de transporte urbanos serão interrompidos por algumas horas e o comércio em Atenas fechará mais cedo.
As exceções desta vez são as companhias aéreas e os aeroportos, que funcionarão normalmente e permitirão os voos para não afetar o turismo, e um par de sites de notícias.
Os gregos protestam contra a implementação de um pacote adicional de medidas de austeridade do qual o país depende para seguir recebendo ajuda da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para evitar a quebra.
Além disso, a Confederação Geral de Trabalhadores (GSEE), a União de Funcionários Públicos (Adedy) e o Movimento de Trabalhadores (Pame), filiado ao Partido Comunista, convocaram duas manifestações para as 11h locais (5h de Brasília) no centro de Atenas.
A estes protestos se somará o movimento dos “indignados” gregos, que já estão há 21 dias acampados na Praça Sintagma para se manifestar contra o Parlamento, com o pedido de mudança e de que os “ladrões saiam já” do governo.
Os descontentamentos através da internet convocaram a população para formar uma cadeia humana ao redor do Parlamento, onde está previsto que comece a tramitar o novo acordo de medidas pactuado com a UE e o FMI, à espera de receber um quinto lance de ajuda de 12 bilhões de euros, imprescindível para que o país não quebre no próximo mês.
O último pacote de austeridade com o qual o Governo pretende acrescentar 78 bilhões de euros ao saldo das contas do Estado e diminuir o déficit a 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, compreende privatizações, cortes salariais, fechamento de empresas públicas e aumentos de impostos.
O primeiro-ministro grego, Yorgos Papandreu, corre o risco de o novo pacote de medidas não obter o apoio de parte de seu grupo parlamentar, que conta com 156 das 300 cadeiras da Câmara.
Segundo a imprensa grega, em reunião extraordinária dos ministros de Finanças dos países da zona do euro sobre a Grécia nesta terça-feira, ficou claro que os parceiros europeus exigem que o pacote de medidas e as leis pertinentes sejam aprovados pelo Parlamento grego.
Fonte: Folha.com/EFE
quinta-feira, 16 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
ANDES-SN quer unificar entidades na luta por 10% do PIB para a Educação
A destinação de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para a Educação é uma das lutas prioritárias do ANDES-SN, em torno da qual o sindicato docente buscará articular outras entidades dos movimentos sindical, social e estudantil. “Do nosso ponto de vista, o novo Plano Nacional de Educação (PNE) não contempla as demandas da sociedade brasileira em relação à educação. É por isso que queremos unificar as entidades combativas em torno da luta pela ampliação do financiamento, que é uma bandeira histórica do conjunto dos movimentos desde a elaboração do primeiro PNE, em 1997”, explica o 2º vice-presidente da Secretaria Regional Sul do ANDES-SN, Cláudio Tonegutti, que é um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Política Educacional (GTPE).
De acordo com Tonegutti, o PNE construído pelo governo com o apoio de entidades da sociedade civil ficou muito aquém do que deveria ser um plano decenal para um setor tão estratégico porque não se baseia em diagnóstico da realidade atual. Tão pouco considera os motivos que prejudicaram o cumprimento das metas traçadas no PNE anterior. “Por que o país não avançou em vários pontos? Por que não se alcançou determinada meta? Só a partir de um bom diagnóstico e desse confronto de dados poderíamos construir um bom plano para a próxima década”, afirma ele. O novo PNE propõe que o país invista 7% do PIB em educação, meta que já estava proposta no PNE de 1997, mas nunca foi cumprida.
ArticulaçõesA 1ª vice-presidente da Secretaria Regional Sul do ANDES-SN, Bartira Grandi, que também é da coordenação do GTPE, participou, no último dia 26/5, de uma reunião com as entidades que compõem o Espaço Unidade de Ação para convidá-las a aderir à campanha por mais recursos para a Educação. O Espaço é formado por diversas entidades do movimento rural, urbano, sindical, social e estudantil. “Todas essas entidades se comprometeram com essa luta. Nós, do ANDES-SN, inclusive, vamos convidá-las para um debate ampliado sobre o assunto, previsto para o dia 15/6”, relata Bartira.
Segundo ela, esta articulação está se consolidando também com entidades que fazem parte da Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais (Cnesf) e, ainda, com a Frente Ampla de Trabalhadores, que tem realizado manifestações em torno de pautas comuns, e que envolve diferentes centrais sindicais. “A luta pelos 10% do PIB unifica as entidades. Nós acreditamos que mesmo aquelas que participaram da formulação do PNE junto ao governo podem se engajar nesta campanha”, acrescenta Cláudio Tonegutti.
Por Najla Passos ANDES-SN
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Professores de Santa Catarina fazem assembleia de greve com 15 mil
Na ultima quinta-feira, 09/06, aconteceu a maior Assembléia da história do magistério em Santa Catarina. 15 mil pessoas lotaram a Passarela do Samba Nego Quirido, em Florianópolis. Foram 231 ônibus de todas as regiões do estado, e o sentimento que reinou entre os presentes era de unidade, que se comprovou pela votação unânime de continuidade da greve.
Os professores, que até agora não receberam nenhuma proposta à altura das mobilizações e das lutas que vêm travando, com uma demonstração da mais pura democracia operária, decidiram que o comando de greve deveria apresentar uma contra-proposta ao governo. Nela está contida a exigência de que o piso seja aplicado no vencimento e na carreira sem que se perca a regência de classe que o governo quer tirar dos professores.
O governador Raimundo Colombo (PSD) insiste em dizer que não há dinheiro, que o piso estoura o orçamento, e chegou ao cúmulo de sugerir que as reivindicações dos trabalhadores em educação eram uma extorsão do estado. Porém, quando colocam isso, esquecem de dizer que em Santa Catarina o dinheiro do FUNDEB é distribuído entre a Assembléia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Tribunal de Contas, poderes que não têm responsabilidade direta pela educação fundamental e média. Além disso, dos 25% da arrecadação que devem ser investidos na educação, apenas 22% são repassados, ou seja, 3% a menos do que o previsto. Os professores sabem que há dinheiro. O que não há é prioridade com a educação.
Em algumas regionais do interior, houve um ensaio da CUT em propor a retirada da greve, porém a categoria não permitiu que isso acontecesse e impôs através da democracia que não fossem aceitas as migalhas oferecidas pelo governador até agora.
O sentimento da categoria agora é a unidade para enfrentar as próximas semanas, buscando o apoio da população e fazendo essa que é a maior greve da história do estado. Do outro lado, o do governo, o sentimento só pode ser de medo, pois aquele que dizia que não receberia mais os professores, que as negociações terminaram, marcou, depois da linda manifestação de 15 mil pessoas, uma audiência para negociar, na próxima terça, dia 14.
Os trabalhadores em educação não permitirão que suas conquistas sejam retiradas, lutando até o fim para que a lei seja cumprida. No que depender dos educadores catarinenses, Santa Catarina vai tremer nos próximos dias.
Os professores, que até agora não receberam nenhuma proposta à altura das mobilizações e das lutas que vêm travando, com uma demonstração da mais pura democracia operária, decidiram que o comando de greve deveria apresentar uma contra-proposta ao governo. Nela está contida a exigência de que o piso seja aplicado no vencimento e na carreira sem que se perca a regência de classe que o governo quer tirar dos professores.
O governador Raimundo Colombo (PSD) insiste em dizer que não há dinheiro, que o piso estoura o orçamento, e chegou ao cúmulo de sugerir que as reivindicações dos trabalhadores em educação eram uma extorsão do estado. Porém, quando colocam isso, esquecem de dizer que em Santa Catarina o dinheiro do FUNDEB é distribuído entre a Assembléia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Tribunal de Contas, poderes que não têm responsabilidade direta pela educação fundamental e média. Além disso, dos 25% da arrecadação que devem ser investidos na educação, apenas 22% são repassados, ou seja, 3% a menos do que o previsto. Os professores sabem que há dinheiro. O que não há é prioridade com a educação.
Em algumas regionais do interior, houve um ensaio da CUT em propor a retirada da greve, porém a categoria não permitiu que isso acontecesse e impôs através da democracia que não fossem aceitas as migalhas oferecidas pelo governador até agora.
O sentimento da categoria agora é a unidade para enfrentar as próximas semanas, buscando o apoio da população e fazendo essa que é a maior greve da história do estado. Do outro lado, o do governo, o sentimento só pode ser de medo, pois aquele que dizia que não receberia mais os professores, que as negociações terminaram, marcou, depois da linda manifestação de 15 mil pessoas, uma audiência para negociar, na próxima terça, dia 14.
Os trabalhadores em educação não permitirão que suas conquistas sejam retiradas, lutando até o fim para que a lei seja cumprida. No que depender dos educadores catarinenses, Santa Catarina vai tremer nos próximos dias.
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