segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nota do Movimento de Educadores em Luta do SEPE sobre a greve da categoria no Rio

Aos educadores estaduais em greve no Rio
Nota do MEL (Movimento de Educadores em Luta, construindo a CSP-CONLUTAS, no SEPE)

Sim! Nós podemos conquistar o reajuste!
A greve está forte e o governo desmoralizado!
Agora é continuar na luta, aumentar a paralisação e fortalecer a greve!

A greve precisa seguir forte! Podemos conquistar o reajuste e muito mais. Estamos construindo a luta pela base com um comando de greve. Já conquistamos o compromisso do governo para descongelar o plano de carreira dos funcionários e o pagamento dos enquadramentos pendentes inclusive de 40 horas. Graças à greve o governo reajustou a GLP. Desmoralizamos o SAERJ perante a comunidade escolar! Estamos denunciando e combatendo a ditadura nas escolas e exigindo eleições diretas para diretores. Educação e construção de conhecimento não rimam com autoritarismo!Não vamos aceitar retaliações a professores e alunos que combatem a farsa do plano de metas e do SAERJ! Daremos total apoio político e jurídico para os lutadores em defesa da escola pública! Precisamos continuar indo para as ruas! Temos que denunciar à população que Sérgio Cabral tem dinheiro e toda boa vontade para atender os ricos empresários como os donos da empresa Delta e abandona a educação. Cabral dá 1bilhão para o empresário da Delta e 0% para a educação! Vamos lotar as assembléias e o ato no Palácio!

No final de semana precisamos entrar nas redes sociais e mandar emails para todos os nossos contatos. Na segunda-feira, precisamos correr as escolas e convencer nossos companheiros a participarem da passeata até o palácio. Precisamos convocar os estudantes, os pais, e outros servidores para transformarmos nossa marcha num grande acontecimento.

A conjuntura nunca esteve tão favorável a possibilidade de arrancarmos alguma conquista, o governo está fragilizado com as denúncias das relações promíscuas do Estado com o setor privado. Agora é muito mais fácil a população entender porque ganhamos tão pouco, pois tem dinheiro pra empreiteiro, mas não tem pra educação!
Vamos fazer várias alegorias e usar a nossa criatividade para também chamarmos a atenção da imprensa.

Os bombeiros, no ato de hoje (3/07), em Copacabana, aprovaram, de irem também ao palácio, pois conseguiram a anistia, mas permanecem na luta pelo reajuste. Vamos construir uma bela e histórica marcha….Você não pode ficar de fora! Venha, traga sua família, convide seus amigos, vamos mostrar a nossa força!

MEL (Movimento de Educadores em Luta, construindo a CSP-CONLUTAS, no SEPE)

Chapa apoiada pela CSP-Conlutas vence no sindicato da Educação do Amapá

SINSEPEAP é o maior sindicato do estado e eleição refletiu as greves na educação, como a da capital, que conseguiu reajuste de 19,5%

Almir Brito, Professor, de Macapá (AP)

Na noite de 29 de junho, antes mesmo de terminar a apuração, a chapa 1 já era tida como vencedora pela comissão eleitoral, dada a ampla diferença de votos já apurados. O Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Estado do Amapá (SINSEPEAP) tem 59 anos de história, e desde sua fundação era controlada pelo mesmo grupo. Nos últimos anos estava à frente da entidade a Articulação Sindical, cuja gestão foi marcada ainda por vários casos de corrupção no sindicato.

Uma eleição em meio a várias greves da Educação
Nos últimos meses, a exemplo de vários estados, o Amapá também foi palco de várias lutas em defesa dos salários e direitos dos trabalhadores em Educação e na busca de uma Educação pública gratuita e de qualidade. Foi dessa forma que os militantes da CSP-Conlutas atuaram e foram decisivos na condução do processo que acabou desvendando o caráter governista e oportunista da direção ligada a CUT.

A greve dos trabalhadores em Educação de Macapá foi dirigida pelos militantes da CSP-Conlutas e arrancou o reajuste de 19,5% e no Estado a luta e engajamento dos militantes da Central Sindical e Popular conseguiram terminar de forma vitoriosa a greve Estadual.

Composição
A CSP-Conlutas dirigirá a maior Executiva Municipal do estado, a de Macapá, além de estar na direção Estadual da entidade. Na capital, a Executiva Municipal terá como vice presidente o Auxiliar Educacional Ailton Costa, dirigente sindical da CSP-Conlutas. “O nosso trabalho de base foi fundamental para garantir a vitória”, disse Ailton. Também na Executiva Estadual teremos representantes, o diretor de política e formação sindical e a diretoria de Gênero e políticas sociais, sobretudo no momento em que crescem os casos de machismo em um setor predominantemente composto por mulheres.

A direção eleita terá a tarefa histórica de reorganizar a entidade e recolocá-la no campo das lutas com independência de classe. E para isso será importantíssimo discutirmos com a base o papel das centrais sindicais governistas, em especial a CUT, central a qual o SINSEPEAP ainda é filiado.
 

 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Professores e comunidade da Zona Sul de São Paulo protestam contra violência nas escolas

Manifestação foi organizada por professores e a seção da Apeoesp Zona Sul
JANAINA RODRIGUES E BETO DE SOUZA*, DE SÃO PAULO (SP)

 No dia 20 de junho, por volta das 10h, ocorreu em frente à Fundação Cafu, no Capão Redondo, uma grande manifestação que reuniu professores, estudantes e a comunidade em luta contra a violência nas escolas.

O ato foi organizado pelos professores da escola E.E Tenente Ariston, junto com a Apeoesp seção Sul/Santo Amaro, e reuniu cerca de 2.000 pessoas de 30 escolas da região.

Nossa manifestação tinha como objetivo escancarar a indignação com a agressão sofrida pela professora Genoveva, de 58 anos, dentro da escola David Nasser, e contra todas as formas de violência que professores estudantes e a comunidade sofrem todos os dias, vitimados pela política educacional aplicada pelo governo Alckmin em São Paulo e pelo governo Dilma em todo o país.

O protesto o seguiu em passeata passando pelas escolas Ronaldo Garibaldi, Jd Irene III, tenente Ariston e foi encerrado na escola David Nasser, onde uma comissão foi indicada para se reunir com a direção da escola e com a supervisão de ensino. Essa reunião aprovou um documento exigindo do governo que sejam tomadas medidas estruturais em defesa da escola pública e contra a violência, como diminuição de alunos por sala, melhores salários e condições de trabalho e aprendizagem. 

No documento também estava a exigência de que nenhum professor que tivesse participado tivesse falta em seu livro ponto, pois este foi um dia em que a aula foi na rua.

*Beto de Souza é representante da E.E Tenente Ariston e Janaina Rodrigues conselheira estadual da ApeoespSul/ Sto Amaro

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Todo apoio à luta dos moradores do Atenas, em Maringá (PR)

Luta por moradia expõe contradições da cidade

A cidade de Maringá, conhecida como cidade canção, descobriu novamente essa semana que tem graves problemas sociais. Aproximadamente 44 famílias ocupam, algumas há mais de anos, casas que estavam abandonadas no conjunto residencial conhecido como Moradias Atenas. Esse conjunto era uma das obras do programa Minha casa, Minha vida, no entanto, desde 2007 as obras foram paralisadas, mesmo a construtora contratada pela Prefeitura tendo recebido mais de R$ 4 milhões dos cofres públicos pelo contrato original, sem que as moradias fossem concluídas.

No dia 22 de junho (quarta-feira), já no final da tarde, as famílias começaram a ser notificadas pelo oficial de justiça da 6ª Vara Cível de Maringá (que recebeu o mandado para cumprimento e já no mesmo dia se dirigiu até o local) para que desocupassem as casas populares até segunda-feira, 27, às 08h.

A ordem liminar do juiz, atendendo pedido da prefeitura, não levou em consideração que no local vivem mais de 70 crianças que juntas com seus pais serão colocadas na rua, já que a Prefeitura não ofereceu nenhum local provisório para instalação das famílias.

O Movimento dos Trabalhadores por Moradia, ligado à CSP-Conlutas, está apoiando e ajudando a organização dos trabalhadores para tentarem reverter o despejo que estava previsto para segunda-feira, dia 27, pela manhã. A assessoria jurídica da CSP-Conlutas ingressou com pedido de reconsideração da decisão, pelo prazo de 30 dias, para que as famílias tenham tempo de negociar com o Município uma saída que contemple suas reivindicações.

Segundo informações obtidas junto ao Fórum de Maringá, embora não tenha acatado o pedido de reconsideração o juiz de plantão teria mandado recolher a ordem de despejo para que o caso seja analisado pelo juiz titular.

A situação dessas famílias expõe a contradição da cidade canção, vendida com a imagem de uma cidade modelo, Maringá tem um déficit de mais de 24 moradias, enquanto existem recursos públicos, áreas e casas vazias em condições para assentar todas as famílias que precisam de moradia.

Na mesma semana em que o judiciário autorizou o despejo das famílias do Atenas, tornou-se pública a denúncia de uma operação imobiliária suspeita envolvendo permuta ilegal de imóveis entre a administração municipal, a tia do prefeito Silvio Barros (PP), além de secretários do Município.

A CSP-Conlutas convoca todas as entidades sindicais, da juventude e do movimento popular para ajudarem na luta das famílias do conjunto Atenas.

Defendemos:
  • A imediata suspensão da ordem de despejo contra as famílias do Atenas;

  • A regularização da situação das famílias, com o assentamento imediato no local;

  • A devolução dos recursos públicos entregues para a Construtora Amplitec para que as famílias possam terminar a construção das casas, em regime de Mutirão;

  • A destinação de terrenos públicos e de recursos suficientes para que as famílias que ganham até três salários mínimos possam ser imediatamente contempladas com moradia popular;

  • Plano de obras públicas para a construção de 25 mil moradias populares em Maringá.
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