sábado, 9 de julho de 2011
Juventude chilena luta e beija a serviço da Educação Pública
ANEL
No início de junho, as manifestações em defesa da Educação Pública começaram a sacudir o país. O centro das reivindicações é a estatização dos estabelecimentos de ensino, a garantia de mais recursos para a educação e reformas profundas no sistema de ensino chileno. Por isso, mesmo com a declaração do presidente Sebastián Piñera de que os recursos seriam ampliados, as mobilizações continuam e seguem se fortalecendo.
No dia 17 de junho, 70 mil estudantes, professores e funcionários, com o apoio de outras categorias e movimentos, como os funcionários da saúde municipal de Santiago e os ambientalistas que lutam contra a construção de hidrelétricas na região da Patagônia, tomaram as ruas de Santiago e fizeram ecoar suas reivindicações para uma Educação pública e com maior acesso da população jovem.
O Chile é um dos países latino americanos aonde os planos neoliberais para a Educação mais se aprofundaram e por isso, tido pelos organismos internacionais como modelo para a América Latina. O “coração” desse modelo é o investimento de dinheiro público nas universidades particulares, o que favorece o crescimento deste setor, e a cobrança de mensalidades inclusive nas instituições públicas. O Estado é responsável por 50% das matrículas realizadas em universidades particulares e apenas 8% das instituições privadas não recebem recursos do Estado. 7% do PIB do país é destinado para a Educação, no entanto, a maior parte desses recursos vai para o financiamento das instituições privadas, em lugar de ampliar o financiamento das instituições públicas e acabar com suas mensalidades.
O país também não possui um sistema de fiscalização efetivo sobre o repasse de verbas para as instituições privadas, o que garante a existência de fraudes e desvios, conduta típica de quando se está falando de negócios e foi nisso que a Educação chilena se transformou, em um grande negócio que enriquece alguns poucos e priva muitos do acesso ao ensino público, gratuito e de qualidade.
Na noite do dia 6 julho, os estudantes promoveram um beijaço em defesa da Educação. Era mais uma forma de protesto e uma resposta aos representantes e defensores do governo de que as manifestações eram violentas. Combinado a isso, um estudante de Engenharia Mecânica da Universidad Técnica Federico Santa María, Exequiel Medina, iniciou uma greve de fome para que o governo atenda as reivindicações dos jovens. O governo ainda não se dispôs a negociar e o movimento corretamente alerta para o fato de que a condição para negociação é incorporar na mesa de negociação todos os setores em luta, universitários, secundaristas, professores e funcionários.
Todo apoio à luta da Juventude Chilena por mais verbas para a Educação e pela estatização do sistemade ensino! A ANEL apóia integralmente a juventude chilena e está entrando em contato com ativistas do país, para acompanharmos cada vez mais de perto esse processo tão justo e tão importante para a luta pela Educação no Brasil e em toda a América Latina.
No início de junho, as manifestações em defesa da Educação Pública começaram a sacudir o país. O centro das reivindicações é a estatização dos estabelecimentos de ensino, a garantia de mais recursos para a educação e reformas profundas no sistema de ensino chileno. Por isso, mesmo com a declaração do presidente Sebastián Piñera de que os recursos seriam ampliados, as mobilizações continuam e seguem se fortalecendo.
No dia 17 de junho, 70 mil estudantes, professores e funcionários, com o apoio de outras categorias e movimentos, como os funcionários da saúde municipal de Santiago e os ambientalistas que lutam contra a construção de hidrelétricas na região da Patagônia, tomaram as ruas de Santiago e fizeram ecoar suas reivindicações para uma Educação pública e com maior acesso da população jovem.
O Chile é um dos países latino americanos aonde os planos neoliberais para a Educação mais se aprofundaram e por isso, tido pelos organismos internacionais como modelo para a América Latina. O “coração” desse modelo é o investimento de dinheiro público nas universidades particulares, o que favorece o crescimento deste setor, e a cobrança de mensalidades inclusive nas instituições públicas. O Estado é responsável por 50% das matrículas realizadas em universidades particulares e apenas 8% das instituições privadas não recebem recursos do Estado. 7% do PIB do país é destinado para a Educação, no entanto, a maior parte desses recursos vai para o financiamento das instituições privadas, em lugar de ampliar o financiamento das instituições públicas e acabar com suas mensalidades.
O país também não possui um sistema de fiscalização efetivo sobre o repasse de verbas para as instituições privadas, o que garante a existência de fraudes e desvios, conduta típica de quando se está falando de negócios e foi nisso que a Educação chilena se transformou, em um grande negócio que enriquece alguns poucos e priva muitos do acesso ao ensino público, gratuito e de qualidade.
Na noite do dia 6 julho, os estudantes promoveram um beijaço em defesa da Educação. Era mais uma forma de protesto e uma resposta aos representantes e defensores do governo de que as manifestações eram violentas. Combinado a isso, um estudante de Engenharia Mecânica da Universidad Técnica Federico Santa María, Exequiel Medina, iniciou uma greve de fome para que o governo atenda as reivindicações dos jovens. O governo ainda não se dispôs a negociar e o movimento corretamente alerta para o fato de que a condição para negociação é incorporar na mesa de negociação todos os setores em luta, universitários, secundaristas, professores e funcionários.
Todo apoio à luta da Juventude Chilena por mais verbas para a Educação e pela estatização do sistemade ensino! A ANEL apóia integralmente a juventude chilena e está entrando em contato com ativistas do país, para acompanharmos cada vez mais de perto esse processo tão justo e tão importante para a luta pela Educação no Brasil e em toda a América Latina.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Atenção: mudança de local da Plenária da Oposição
Em virtude do vestibular da UEM, a plenária da oposição acontecerá no Sindicato dos Gráficos;
Endereço: Avenida Brasil, 2886
Sobreloja da panificadora holandesa
data: sábado, dia 9
Horário: 16horas
Tod@s convidad@s!
Endereço: Avenida Brasil, 2886
Sobreloja da panificadora holandesa
data: sábado, dia 9
Horário: 16horas
Tod@s convidad@s!
Em seis meses cai por corrupção segundo ministro de Dilma
Em apenas seis meses de mandato, dois ministros do governo Dilma Rousseff caem por denúncias de corrupção. Uma prova de que, não diferente dos governos anteriores, esse também está enlameado quando o assunto é integridade. Primeiro caiu o ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci (PT-SP), por denúncias de enriquecimento ilícito. Agora, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM).
Nascimento deixou o cargo nesta quarta-feira (6) após a divulgação de denúncias pela mídia sobre um suposto esquema de superfaturamento em obras envolvendo servidores de sua pasta ministerial. Além disso, o filho do ministro é suspeito de enriquecimento ilícito em razão do cargo do pai.
As denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes envolvem o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e a empresa Valec em esquemas de superfaturamento de obras e recebimento de propina em benefício do PR (Partido da República), partido que controla a pasta desde o governo Lula e é um dos principais aliados do governo.
Apesar da renúncia ao cargo, o ministro sairá sem punição. Isso já não é novidade no Brasil. Ele deve voltar ao Congresso para exercer o mandato de senador pelo Amazonas, cargo para o qual foi eleito 2006 e está ocupado pelo suplente João Pedro, do PT. Além disso, o ex-ministro deverá assumir a presidência nacional do PR.
Se confirmadas todas as denúncias, exigimos a prisão e o confisco dos bens de todos os envolvidos, inclusive medidas punitivas contra a sigla partidária PR e a devolução aos cofres públicos de tudo que tenha sido desviado para o partido.
É preciso rejeitar no Senado a MP que dispensa licitações para as obras da Copa
Em meio a estas denúncias, o governo Dilma está com uma MP (Medida Provisória) aprovada na Câmara dos Deputados tramitando agora para o Senado, que prevê a dispensa de licitações nas obras para a Copa do Mundo de Futebol. Se nos marcos da regras atuais de licitação os casos de fraudes acontecem, com a possível aprovação da MP 527 que institui o RDC (Regime Diferenciado de Contratações), será a farra das propinas e desvios de verbas. Se o Senado aprovar esta MP, será necessário denunciar o Congresso Nacional como cúmplice desta abertura da temporada das negociatas da Copa com o dinheiro público, levada a cabo pelo governo Dilma.
O que tudo isso revela de forma contundente é mais uma das mazelas do estado capitalista: a promiscuidade nas relações do governo em beneficio de seus integrantes e de empresas enquanto faltam verbas para as áreas sociais como saúde, educação e demais necessidades da maioria da população, os trabalhadores.
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