Leia a nota da ANEL sobre a marcha convocada pelas entidades como parte da semana de luta de 17 a 26 de agosto
No dia 21 de julho a ANEL esteve presente em uma reunião em Brasília para organizar a Campanha Nacional por “10% do PIB pra Educação Já!” que contou com a presença de diversas entidades. Estavam lá representados o ANDES-SN, o MST, a CSP-Conlutas, o SINDSPREV, e diversas entidades estudantis como o DCE UFRJ, DCE UFRGS, o Centro Acadêmico de Geografia da USP, a Executiva Nacional de Pedagogia.
Em seu 1º Congresso, a ANEL aprofundou a discussão sobre os rumos que a educação brasileira tem tomado e aprovou que sua Campanha Nacional prioritária para o próximo semestre será contra o Plano Nacional da Educação (PL 8035/10) proposto pelo governo Dilma e em defesa dos 10% do PIB pra educação já.
As Calouradas devem fortalecer a luta contra o novo PNE: o Plano Nacional da Enrolação
Agora em agosto, em diversas universidades do país entram mais uma leva de novos alunos. As calouradas serão um importante momento para dialogar com os novos alunos e convidá-los a lutar junto conosco.
Para aqueles que sofreram com a injustiça do funil do vestibular, não é difícil perceber que a situação da educação brasileira está muito difícil. A maioria que passa pras universidades teve que estudar em colégios particulares ou fazer cursinhos pagos, porque não dá pra depender das escolas públicas, cada vez mais sucateadas e com péssimas condições de trabalho para os professores. A taxa de analfabetismo no Brasil é de quase 10% (bem mais que países como Uruguai, Chile ou Argentina), a evasão escolar chega a 13,2% e hoje apenas 14,4% dos jovens estão nas universidades, sendo destes apenas 4% nas públicas.
Em 2001, o governo propôs um Plano Nacional da Educação, com bonitas metas a serem cumpridas até 2010, que se tornaram palavras vazias quando 2/3 do que propunha não foi cumprido. O motivo? O governo propunha o investimento de 7%, e nem chegou aos 5%! E agora, com o novo PNE, de novo repete a meta dos 7%, quando o próprio ministro da educação diz ser muito difícil chegar a esse índice. No Brasil, há um atraso histórico no trato com a educação, e o governo pretende ampliar esse atraso para 20 anos com o novo PNE; a vida de uma geração inteira!
Sem dúvida, o grande desafio da juventude brasileira ao longo desse semestre vai ser lutar contra a aprovação deste Plano Nacional da Educação do governo Dilma. Ele busca sistematizar e transformar em política de estado os principais projetos educacionais aprovados pelo governo Lula, como o REUNI, o ENEM, o PROUNI, ensino à distância, ENADE, etc. Um verdadeiro PNE deveria defender a garantia de uma educação pública e de qualidade para toda a juventude, desde o ensino básico até o superior.
Acabar com analfabetismo, a evasão escolar, expandir as vagas das universidades públicas para a juventude ter acesso, com garantia de assistência estudantil, boas condições de trabalho para professores e funcionários. E pra isso, só com a ampliação imediata do investimento para 10% do PIB pra educação. Essa é a necessidade da juventude brasileira, e é por isso que a ANEL vai lutar.
A Educação não pode mais esperar: 10% do PIB Já! Não ao PNE do governo.
Todos à Jornada de Lutas e à Marcha em Brasília!
Entre os dias 17 e 26 de agosto está sendo articulada uma grande Jornada de Lutas do movimento sindical, popular e estudantil. Diversas categorias de trabalhadores já estão organizando suas campanhas salariais, os servidores federais e professores da rede estadual e municipal seguem em greve em diversas locais, o movimento sem terra lutando pelo assentamento de famílias e contra a violência e o fechamento das escolas no campo, diversas ocupações sem-teto fortalecendo a luta por moradia: é hora de unificar todos os lutadores. Entre os dias 17 e 19, vão haver diversos protestos em cada estado. No dia 24, uma grande Marcha em Brasília seguida de uma Plenária Nacional pelos 10% do PIB pra Educação Já.
No movimento estudantil, houve importantes lutas no começo do ano, como as diversas mobilizações contra o aumento da passagem e pelo passe-livre nacional. Em seguida, a juventude de todo o mundo entrou em cena, mostrando sua força derrubando ditaduras no mundo árabe e questionando a falsa democracia e os planos de austeridade dos países europeus. Na Espanha, para o próximo domingo se prepara a maior marcha do movimento 15-M. No Chile, os estudantes ocupam universidades, escolas, praças e ruas pela gratuidade da educação pública e em defesa dos recursos naturais, como o cobre, para as áreas sociais. A ANEL esteve sempre colada a cada um desses processos, estando presente no Egito e no Chile e mostrando que a sua luta tem o apoio dos estudantes do Brasil.
Chegou a hora, portanto, de fazer entrar em cena a juventude brasileira. Queremos chamar todos aqueles que buscam construir um movimento estudantil combativo e independente, que luta pela educação pública de qualidade, contra as opressões, em defesa do meio ambiente e da cultura popular, que se encontre com os trabalhadores em Brasília, no dia 24 de agosto. Vamos organizar junto com o ANDES-SN, a CSP-Conlutas e diversas entidades e movimentos sociais uma grande ALA em defesa dos 10% do PIB, pra gritar em alto e bom som em frente ao Planalto Central que se depender da gente, vamos barrar o PNE do governo e lutar em defesa do nosso projeto educacional.
Entre em contato com a Comissão Executiva Estadual do seu estado para fazer parte das listas de ônibus que serão organizadas em todo o país. Qualquer dúvida, mande um email para anelonline@gmail.com. Nos vemos em Brasília!
sábado, 13 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Propomos, não quiseram. Qual o medo?
A Chapa 2 - APP de Luta, Pela Base - oposição à atual direção do Núcleo Sindical de Maringá, entrou com um requerimento junto à comissão eleitoral para realização de um debate entre as chapas, para que os/as educadores/as pudessem conhecer as propostas e idéias de ambos os lados; nada mais normal em um processo eleitoral.
Porém, a representante da Chapa 1 na Comissão Eleitoral, pediu tempo para discutir com a chapa se iriam ou não defender o debate. No entanto, em reunião da Comissão Eleitoral-Regional Maringá, ocorrida no dia 08/08, a mesma se manteve contraria ao debate e agora endossada pela chapa 1. Não querem o debate!
Nós da chapa 2 - APP de Luta, Pela Base , continuaremos lutando para que essa eleição tenha o mais amplo e democrático debate em todos os terrenos, seja dentro das escolas ou fora delas, para que realmente a categoria conheça, questione e proponha, somando com a direção que venha vencer o pleito eleitoral. Acreditamos que esta é a melhor forma para que todos/as possam escolher o melhor para a regional Maringá e para a estadual. Diferente de fugir do debate, nós queremos fortalecer o debate. Construir uma APP de Luta, Pela Base, pois é a categoria que deve decidir sobre os rumos do sindicato.
Sendo assim, propomos e convidamos toda a categoria para uma plenária para debatermos o processo eleitoral para o dia 27 de agosto, sábado, 9:00 horas na aduem Nós temos propostas claras de compromisso com a categoria e contamos com participação de todos/as. O no processo eleitoral é o melhor momento para construirmos propostas de lutas, compromisso e também recebermos críticas. Assim avançaremos no resgate de um sindicato de lutas na conquista de melhores condições de vida e na superação desta sociedade excludente na qual vivemos.
Finalizando, deixem uma manhã disponível para nossa luta e participem do debate; todos/as ganharemos e, por fim, deixamos a insistência do convite para os colegas da chapa 1, serão muito bem vindos, não precisam ter medo. Defendemos a democracia plena.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
ANEL: Greve paralisa UFPR
Greve de estudantes e indicativo de greve dos professores demonstra descontentamento com o projeto de educação do país.
Nessa quinta feira ( 04/08/11 ) de inverno curitibano, grandes acontecimentos agitaram o movimento grevista já em curso na UFPR. Primeiro, às 16h aconteceu a assembléia da categoria docente no auditório da Administração no Centro Politécnico, onde, em maioria absoluta os professores votaram indicativo de greve. Segundo o presidente da APUF-PRsind ( Associação de Professores Universitários Federais), a pauta dos professores não difere tanto assim da dos servidores. A necessidade urgente de concursos públicos para preenchimento de vagas, o congelamento salarial e a falta de um plano de carreira são as principais reivindicações.
Às 19h, ao som de bateria, os estudantes lotaram as escadarias do DCE e a porta do RU Central. Logo após a breve confraternização, todos sentaram-se, depois de tanto tempo, nas cadeiras do amado restaurante. A Anel, o DCE UFPR e muitos centros acadêmicos – destacando aqui os representantes do Litoral e Palotina – estiveram presentes, realizando falas de apoio à greve. Além de muitas outras que denunciavam o descaso do governo do PT e as precárias condições da educação, não só na UFPR, como em todo o país.
A assembléia teve inicio com a servidora técnica Carla Cobalchini expondo todo o processo de paralisação dos servidores. Na sequência, o professor Luiz Allan, representando o sindicado dos professores, deu a noticia do indicativo de greve docente, justificando suas pautas. Dentre elas, destaca-se a crítica ao REUNI, projeto que foi um dos principais centros de debate dos estudantes, juntamente com o novo PNE ( Plano Nacional de Educação ), as políticas de cortes de verba do governo e a luta contra qualquer forma de opressão.
Após muitos relatos indo desde falta de professores à aulas no estacionamento por falta de espaço melhor, os estudantes compreenderam que todos os problemas locais de cada curso se uniam com as pautas de melhoria da universidade que os técnicos e professores reinvidicam: o abondono da educação pública, privilegiando a iniciativa privada.
Após muitos relatos indo desde falta de professores à aulas no estacionamento por falta de espaço melhor, os estudantes compreenderam que todos os problemas locais de cada curso se uniam com as pautas de melhoria da universidade que os técnicos e professores reinvidicam: o abondono da educação pública, privilegiando a iniciativa privada.
Dos mais de 400 presentes, menos de 5 foram contra a paralisação estudantil. As metas do REUNI – que dobra o número de vagas nas Universidades públicas aumentando a verba repassada em apenas 20% – e do PROUNI – que desvia dinheiro público para os barões da educação – são ampliados no novo PNE. Vale lembrar que o problema da evasão escolar é deixado de lado, ignorando que atualmente somente 4% dos jovens acessam a universidade pública. Devemos lutar contra esse projeto, exigindo o investimento de 10% do PIB pra educação pública, JÁ!
O calendário de greve estudantil já conta com uma reunião aberta do Comando de Greve de estudantes às 19h, que será no 4º andar do DCE para liberar um calendário de atividades para a paralisação e segunda-feira haverá um grande ATO com concentração às 11h na Praça Santos Andrade.
Confira tudo a cobertura completa da Greve aqui no blog e participe da greve também!
Conheça a ANEL! “O novo pede passagem”
8h – Passagem em sala no Direito, que está tendo aula e furando a greve – Santos Andrade
10h – Mesa Setor de Jurídicas sobre o Direito de greve – Santos Andrade.
10h – Ato aniversário HC – no Teatro da Reitoria.
14h30 – CEPE / Ato no CEPE – pátio da reitoria
19h – Reunião Comando de Greve – 4º andar do DCE
Determinação mantém greves dos professores do Rio e de Minas que já duram três meses
Determinação e coragem podem expressar a ação que vêm movendo os profissionais da Educação do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. São paralisações longas, que já atingem quase dois meses. E, apesar da intransigência dos respectivos governos, eles não estão deixando a peteca cair e se mantêm firmes na luta.
Rio de Janeiro – Em assembleia realizada nesta quarta-feira (3), os profissionais de educação das escolas estaduais decidiram continuar a greve. A categoria manterá o acampamento em frente à Seeduc (Secretaria Estadual de Educação) e marcou nova assembleia para a próxima terça-feira (9), às 14h, nas escadarias da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro).
Após a assembleia desta quarta, eles saíram em passeata pelas ruas do Rio com destino as escadarias da Alerj. A categoria fez um ato unitário no local, juntamente com os bombeiros e com profissionais da FAETEC (Escolas Técnicas Estaduais) que votaram, nesta quarta, por uma paralisação de 48 horas nestas unidades técnicas.
As principais reivindicações são reajuste emergencial de 26% e a incorporação imediata da gratificação do projeto Nova Escola (prevista para terminar somente em 2014).
Minas Gerais – Os profissionais em Educação de Minas Gerais também decidiram em assembleia, na tarde desta quarta-feira (3), a continuidade da greve. Após a assembleia, um ato reuniu cerca de 5 mil professores nas escadaria da igreja São José, que também saíram em passeata pelas ruas da capital mineira.
Contra a política salarial do governador Antonio Anastasia (PSDB), a categoria reivindica o pagamento de um piso salarial de R$ 1597,87 para a jornada de 24 horas de trabalho. A lei do piso salarial nacional, sancionada pelo governo Lula e reafirmada como legal por uma decisão do STF, não atende esses profissionais. Esta lei diz que o piso deveria ser de R$ 1187,00 para uma jornada de 40 horas de trabalho, para as outras jornadas, o valor deve ser proporcional. Os professores da rede estadual de Minas Gerais exigem do governo federal a revogação dos artigos que permitem esta proporcionalidade.
Com informações do Sepe e Movimento Educação em Luta de Minas Gerais
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