segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dos estudantes para professores e funcionários: Um chamado a luta contra o corte de verbas para a educação!


Movimente-se UEM
Dos estudantes para professores e funcionários:
Um chamado a luta contra o corte de verbas para a educação!

O governo Dilma iniciou seu mandato cortando 3,1 bilhão da educação. No estado não foi diferente, Pessuti, então governador no final do ano passado anunciou um corte de 38% das verbas para as universidades públicas. Beto Richa assumiu e além de manter o corte realizado pelo seu antecessor, ainda cortou 15% de todas as secretarias (inclusive das Secretarias de Educação e Ciência e Tecnologia).

Como esses cortes refletem no nosso dia a dia?

Nossos problemas vão desde o livro que não temos em nossa biblioteca até falta de professores e funcionários. No iniciou do ano, o curso de Educação Física deu exemplo paralisando suas atividades por falta de professores. Os alunos dos novos cursos criados sofrem com a falta de professores e dos materiais necessários para sua aprendizagem.
O RU não recebe nenhum investimento desde 2005. Mesmo com os 14 novos cursos criados, nenhuma melhoria foi realizada. No começo do ano, os funcionários do RU tiveram parte de suas horas extras cortadas, mas mesmo assim garantiam arduamente as refeições dos estudantes e técnicos. Em luta, os trabalhadores do RU receberam o solidário apoio dos Estudantes e do DCE.

Em reunião com encarregados de setor, chefias e outros cargos de CC ou FG a reitoria “solicitou” que se apertasse o cerco, cortando ainda mais as horas extras, sob o risco dos técnicos perderem os 5 dias de abonos anuais e os 15 dias de férias remuneradas que possuem. Conquistas tais, obtidas com muita luta da categoria.
A última da reitoria agora atinge os professores na tentativa de aumentar a carga horária dos professores para 44h semanais, ao invés de contratar novos docentes. A proposta já está no CAD!!!
Nesse caminho, a reitoria mostra de que lado está: Do governo de corta verbas para a educação e joga a responsabilidade em quem constrói essa universidade no dia-a-dia: Estudantes, Funcionários e Professores.

Dia 11 desse mês, o DCE, juntos com os centros acadêmicos, realizaram um ato em frente à reitoria exigindo reivindicações básicas a respeito do RU ao Reitor. Com uma postura intransigente, Julio Santiago não se mostrou muito disposto a atender nossas reivindicações.

Um prazo de 15 dias foi dado para que a reitoria providenciasse as melhorias. O prazo vence dia 25 e um novo ato será realizado para ouvir o reitor e tirar novos encaminhamentos do movimento.
O problema do RU é o mesmo da falta de professores, da sobrecarga de trabalho e das ameaças às conquistas e direitos de funcionários e professores: FALTA DE VERBA!

É hora de unificarmos esta luta em uma só: A luta da comunidade acadêmica por seus direitos, por mais conquistas e contra o corte de verbas.

Portanto, convidamos você, servidor e professor da UEM para que se some em nossa luta!!

Dia 25, vamos todos à reitoria exigir melhores condições de trabalho e de ensino e lutarmos por:
1 Contra o corte de verbas para a educação;
2 Por melhorias no Restaurante Universitário, com cardápio vegetariano;
3 Pela imediata contratação de 4 funcionários ao RU e pela realização de concurso público para funcionários e professores;
4 Contra o corte de horas extras;
5 Contra o corte dos 15 dias de férias dos funcionários e contra o corte dos abonos;

Venha conosco. Participe, movimente-se!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Jornada Nacional de Lutas já vai começar!


Em todo o país, trabalhadores, estudantes, movimento popular e de luta contra as opressões preparam atos, passeatas, paralisações, assembleias e diversas formas de manifestações. Isto porque já estamos muito próximos da Jornada Nacional de Lutas, que acontece de 17 a 26 de agosto.

Essa jornada pretende ajudar a preparar os trabalhadores para resistirem aos novos ataques que o governo e os empresários estão tentando impor. Eles querem se precaver da crise que assolou a Europa e os EUA reduzindo as verbas sociais e arrancando direitos e salários dos trabalhadores brasileiros.

Quando o governo Dilma assumiu, de cara, já anunciou o corte no orçamento de 50 bilhões de reais retirando recursos da saúde, educação, previdência, moradia e outros. Agora, lança o plano “Brasil Maior” que dá incentivos fiscais às grandes empresas principalmente multinacionais através de redução do IPI, da desoneração da folha de pagamento e do incentivo às exportações para supostamente aumentar a competitividade das empresas instaladas no país. Enquanto isso, se nega a dar reajustes salariais dizendo que “é preciso manter a economia estável.”

O mesmo discurso e a velha política para enfrentar crises. Não podemos aceitar! Precisamos seguir o exemplo dos trabalhadores e estudantes do mundo inteiro que estão enfrentando suas crises com mobilizações e muita resistência. São lutas que vão desde os povos do norte da África, às ocupações das praças em toda a Europa, assim como a heróica luta dos estudantes chilenos.

No Brasil estão em luta o funcionalismo federal, os trabalhadores da educação básica, os trabalhadores sem teto, assim como as categorias que estão em campanha salarial, como petroleiros, bancários e metalúrgicos.

Queremos dar um sentido unitário a cada uma de nossas reivindicações e à luta contra os ataques de Dilma, dos governos estaduais e municipais e em defesa dos nossos direitos.

Por isso, a CSP-Conlutas e entidades como o Andes-SN, ANEL, Assibge-SN, CNESF, Cobap, Condsef, CPERS, Fenasps, Intersindical, MTL, MST e MTST estão organizando uma grande semana de mobilizações por todo o país de 17 a 26 de agosto. O ponto alto será a grande marcha a Brasília no próximo dia 24.