terça-feira, 19 de junho de 2012

Já passa de 50 o número de Instituições Federais de Ensino em greve

A greve nas instituições federais de ensino cresce a cada dia, com mais professores e estudantes aderindo à mobilização. As últimas instituições a paralisarem suas atividades foram a Universidade Federal do ABC, a Universidade de Integração Latino Americana e o Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro. No total, já são 51 instituições federais em greve (veja aqui o quadro mais atualizado).

Diariamente, chegam ao Comando Nacional de Greve moções de apoio à mobilização. A Associação dos Geógrafos Brasileiros encaminhou uma nota em que manifesta seu apoio à greve, “realizada por melhores condições de trabalho, o que implica na crítica ao sobretrabalho, que precariza o próprio desempenho profissional e o alcance dos resultados que a Universidade deve construir para a sociedade e junto com a sociedade.”

Nesta semana, o Conselho Universitário da Universidade Federal Rural de Pernambuco aprovou uma nota reconhecendo a greve dos docentes e manifestando-se “pela necessidade de diálogo e negociação efetiva entre o Governo Federal e as representações sindicais, visando à valorização dos servidores das Ifes”. Destaca ainda, o papel fundamental das Universidades Federais na promoção de um ensino superior público, gratuito e de qualidade, da pesquisa e da extensão, e que para “a consecução plena de nosso papel, é de extrema importância a valorização de seus servidores, docentes e técnico-administrativos, bem como de seus estudantes.”

Reunidos nesta terça-feira (5) em assembleia convocada pela Comissão de Mobilização, professores e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina manifestaram apoio e solidariedade à greve nacional dos professores da Ifes. “Reivindicamo-nos parte desta luta e estamos buscando a ampliação da mobilização e união da comunidade acadêmica na UFSC para engrossar este vigoroso movimento”, afirma a nota.

O Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate) também manifestou apoio à greve dos docentes das federais. Para o Moclate, “o sucateamento e a precarização das instituições públicas de ensino, desde a educação básica, é parte da essência do que são as políticas deste velho Estado e o seu sistema de poder, das classes parasitárias e o seu sistema de governo sob o gerenciamento do oportunismo.

O texto critica, ainda, as “reformas educacionais” ditadas pelo Banco Mundial, tais como “PCNs” e “Diretrizes Curriculares“ (gerência FHC), “Prouni” e “Reuni” (gerência Luiz Inácio), só servem para impor uma educação domesticadora, servindo aos interesses do capital monopolista, da dominação imperialista do nosso país.”

Para o Moclate, o Reuni exigiu uma expansão irresponsável sem aplicação de investimentos para salas de aula, laboratórios, acervo bibliográfico, pesquisa e extensão e, ao mesmo tempo, “intensificou seu nefasto plano de precarização do trabalho docente com a contratação de professores temporários em número insuficiente para atender os novos cursos.”


Fonte: ANDES-SN

Governo cancela novamente reunião com professores federais em greve

Mesmo após ter se comprometido em apresentar nesta semana uma proposta para a reestruturação da carreira dos professores federais, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, entrou em contato, por telefone, com a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, na manhã desta segunda-feira (18) para cancelar a reunião agendada para amanhã, 19.

O encontro desta terça-feira (19) foi marcado durante a última reunião entre o ANDES-SN, representantes do governo e de demais setores da educação, ocorrida no dia 12.

O secretário da SRT/MP argumentou que não houve condições de organizar uma reunião com toda a equipe do governo para que fossem discutidas as propostas e seus impactos financeiros para 2013.

Ainda acrescentou que, em função da Rio+20, há dificuldade de reunir, nesta semana, os representantes de diferentes esferas do governo como, por exemplo, o Ministério da Fazenda.

Mendonça terminou dizendo que a reunião deve ocorrer na próxima semana, mas ainda não era possível indicar uma data.

A presidente do ANDES-SN solicitou que a suspensão da reunião, determinada pelo governo, fosse oficializada ao Sindicato Nacional por escrito (veja aqui). Marina argumentou que tal atitude irá gerar uma reação na base porque “mais uma vez o governo não cumpre os prazos por ele mesmo anunciados”.

“A reunião do Comando Nacional de Greve irá avaliar o quadro e definir seus passos nacionais. Aguardamos agora a convocação para a próxima reunião. A responsabilidade está com o governo”, acrescentou.


O CNG realizará um ato amanhã, a partir das 9 horas, em frente ao anexo C do Ministério do Planejamento. As atividades de vigília, já indicadas pela base para acontecer amanhã, durante a reunião, por todo o país, serão transformadas em manifestações de protesto dos professores em greve, contra mais um descumprimento de prazo por parte do governo.

Fonte: ANDES-SN

sexta-feira, 4 de maio de 2012

MULHERES NO PODER: O MACHISMO ACABOU? OPOSIÇÃO REALIZA DEBATE

Dias 17/04 em Mal C. Rondon e 24/04 em Toledo foi realizado um debate na Unioeste, com o tema: "Mulheres no Poder - o machismo acabou?" O evento teve a participação de vários estudantes da universidade e da rede estadual, de trabalhador@s em educação e pessoas da comunidade em geral, que também se pronunciaram na busca de soluções para o machismo.

 O fato de termos uma mulher na presidência não mudou em praticamente nada a vida delas. A violência aumentou, os salários estão mais baixos que os homens, elas estão nas piores atividades, enfim, constatou-se que entre universitários este problema também acontece.

 O debate foi realizado por várias entidades e movimentos, dentre eles a Chapa 2 da APP - direção eleita em Toledo e impedida de assumir.

 É preciso realizar mais debates a ações concretas. 
Lutar por mais creches aos filhos de trabalhador@s e em tempo integral! 
Licença maternidade de 6 meses rumo a um ano!
 Contraceptivos para não engravidar, aborto seguro para não morrer! 
Cumprimento e ampliação da Lei Maria da Penha!
 Salário igual para trabalho igual!

QUEM DE FATO DIRIGE A APP DE TOLEDO? UMA COMISSÃO PROVISÓRIA OU A CHAPA 1?


Quem está na direção do Núcleo Sindical de Toledo, uma “direção provisória imparcial” ou um grupo de apoiadores da chapa 1? Quem escolheu e como foi feita a escolha dos interventores? Por que o boletim divulgado pela APP de Toledo com a lista dos interventores silencia sobre este processo?

 Por que o grupo de interventores não quer explicar as questões sobre suas ligações com a chapa 1? Vejam bem: entre os interventores tem um ex-chefe do NRE que atuou como fiscal da chapa 1 no Colégio Estadual Dario Vellozo no dia da votação. Outros mantêm vínculos políticos com o vereador Paulinho da Saúde do PT, líder da corrente DS (“Democracia Socialista"), os quais fizeram campanha intensa para a chapa 1. Diga-se de passagem, essa é a mesma corrente política da maioria da direção estadual da APP e do deputado estadual José Lemos, corrente que vem atuando para impedir a posse da chapa 2. Alguns fazem parte da direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Toledo, direção que apoiou a chapa 1.

            Cabe destacar que entre os interventores não encontramos ninguém que tenha manifestado apoio a chapa 2 no período da eleição. Assim fica evidente que quem está na direção do Núcleo Sindical de Toledo é o grupo ligado à chapa 1, que fora derrotada nas eleições de setembro de 2011. Procuram se esconder atrás de uma ingênua argumentação de imparcialidade e de colaboradores do sindicato. E fica a pergunta que não quer calar: qual o interesse em impedir a posse da chapa 2? 

Por isso, diga não a intervenção! Pela posse da chapa 2! Porque democracia se exerce na prática e não em discursos!