sexta-feira, 13 de julho de 2012

Educadores vão ao Núcleo de Educação de Maringá cobrar explicações sobre demissões.

Cerca de 25 educadores, entre representantes da oposição APP de Luta, Pela Base e demitidos, estiveram na tarde de ontem no Núcleo de Educação de Maringá para cobrar do jurídico explicações sobre as mais de 80 demissões (somente na região de Maringá) de funcionários contratados em regime PSS. Vieram representantes das cidades de Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguaçu, Paiçandu e Paranavaí.

Apesar do bom atendimento e da atenção dos funcionários do Núcleo, não fomos contemplados com as explicações. O que nos foi dito é que é um problema do Tribunal de Contas e do Governo do Estado que mandou cortar o "excedente" por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal, a mesma desculpa utilizada para atrasar o pagamento da segunda parcela devida aos professores, não conceder aumento aos funcionários, entre tantas outras pendências com os educadores.

                                        Reunião com os representantes do Núcleo de Educação

Essa explicação não nos contempla pois sabemos muito bem que há muitas vagas nas escolas para funcionários e que com a saída desses funcionários das escolas, o trabalho vai aumentar para os que ficam. Além disso, são pais e mãe de família que ficarão sem como sustentar suas famílias, além do que muitos tinham seus empregos e trocaram pela possibilidade de trabalhar como educador. Para piorar, vários foram os relatos de funcionários que deveriam ter contrato até o fim do ano.

Essa situação é inexplicável e inadmissível!!! O governo tem a obrigação de rever essas demissões e recontratar imediatamente esses trabalhadores!

Também recebemos a informação de que há funcionários do Núcleo em Curitiba tentando rever essa situação e que até a próxima sexta-feira (20/07), teremos uma resposta sobre a recontratação ou não dos demitidos. A única resposta que aceitamos ouvir é a da recontratação imediata desses educadores!

Por isso, em caso de resposta negativa, estamos chamando uma grande manifestação para o dia 23 de agosto (segunda), 14 horas, em frente ao Núcleo Regional de Educação de Maringá. Chamamos a todos, professores e funcionários, efetivos ou não a se unir a essa luta.

Infelizmente, a direção da APP sindicato não está dando a devida importância a este problema. Não se fala nada no site, nas listas de e-mails, não se chama para reunião com os demitidos. Tratam com absurda naturalidade esse tema. Mais uma vez, chamamos a direção da APP sindicato a se somar aos demitidos e cercá-los de solidariedade na sua luta, pondo à disposição toda a estrutura do sindicato e estando na linha de frente dessa reivindicação, dando assim, a justa importância que essa luta merece.

Recontratação imediata dos demitidos já!
Nenhuma demissão!
Abertura imediata de concurso público e contratação!

Manifestação no Núcleo de Educação de Maringá:

Data: 23/07 (segunda feira)
Horário: 14 horas

Vamos juntos!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Maringá: Ato contra as demissões dos funcionários PSS.


Amanhã (quinta feira, 12/07), às 14 horas, em frente ao Núcleo Regional de Educação de Maringá, estaremos fazendo um ato em defesa dos funcionários PSS que foram demitidos pelo governo. 

Infelizmente, até o momento, não tivemos informação nem por parte do governo, nem por parte da direção do sindicato, sobre os motivos que levaram o governo a tomar essa atitude. Por isso, cobraremos uma reunião com o jurídico do núcleo de educação para que nos esclaressam essa situação e tomem os devidos encaminhamentos.

Mesmo assim, independente de qualquer justificativa, entendemos que tal ato é um absurdo e exigimos a imediata reintegração de todos os demitidos. Vários desses deixaram seu trabalho anterior para assumir a função na escola. Outros são mães e pais de família, que necessitam do emprego para sustentar seus lares.

 Sabemos que nas escolas faltam muitos funcionários e, dessa forma, tal medida não tem cabimento!

Chamamos professores e funcionários, PSS ou efetivos,  a se unir nesse ato de defesa dos empregos e da educação. Também fazemos um chamado à direção da APP, para que estejamos juntos nessa luta.

Data: 12/07, quinta feira
Horário: 14 horas
Local: Núcleo de Educação de Maringá

- Por nenhuma demissão!
- Pela ampliação do número de Funcionários já!
- Pela reposição de 14,13% aos agentes educacionais! Pela equiparação do auxílio-transporte!
- Por concurso público para toda categoria já!
- Pelo cumprimento do piso salarial e dos 33% de hora-atividade!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Considerações acerca da questão de mulheres no novo estatuto da APP Sindicato


Uma das mais importantes discussões na reinstalação do último Congresso da APP e defendida pela direção estadual foi a questão da cota de 50% de mulheres nas chapas eleitorais e, consequentemente, nas direções da entidade.

Um grande avanço com certeza, já que  tão poucas mulheres participam do sindicato,mesmo a categoria sendo majoritamente feminina. No entanto, em nenhum momento do debate foi apresentado políticas de incentivo para que as mulheres possam de fato participar da vida orgânica do sindicato.A baixa participação das mulheres no sindicato é fruto do machismo e da opressão ainda reinantes na sociedade ,que prega que lugar de mulher é em casa, cuidando da família,longe das lutas políticas.

Por isso, nós da Oposição acreditamos que apenas criar cotas para mulheres não é o suficiente.É necessário também criar políticas que incentivem e estimulem a participação feminina no sindicato.Creches nas assembleias e nos cursos de formação,dinheiro para alimentação das crianças que viajam juntas com a mãe/pai nas assembleias,congressos e demais eventos da APP, coletivos fortes,atuantes e democráticos,já seriam um bom começo.

Governo Dilma não negocia e orienta represália aos servidores em greve


Nesta sexta-feira (6) o governo baixou uma instrução para todos os dirigentes de órgãos públicos orientando o corte de ponto dos grevistas. A nota, assinada pelo secretario de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça,  responsável pela interlocução do governo com as entidades dos servidores federais, orienta que “em caso de falta dos servidores do Poder Executivo Federal para participação em paralisações e/ou greves, orientamos pela adoção das providências na Folha de Pagamento para efetuar o corte de ponto referente aos dias parados na rubrica específica do SIAPE de FALTA POR GREVE” e ainda ratifica, a decisão do Supremo Tribunal Federal, em relação aos movimentos paredistas no serviço público federal, e que, na ausência de lei específica para o setor público, deve-se aplicar a legislação concernente a iniciativa privada”.

Depois de quatro meses e oito reuniões sem nenhuma resposta à pauta de reivindicações, só restou aos servidores federais construir a greve, que neste momento atinge quase todos os órgãos públicos. Porém, a despeito do processo amplo e democrático, discutido pela base nas assembleias realizadas por todo o país, o governo seguiu a mesma linha do ano passado, não apresentando nenhuma contraproposta, ao mesmo tempo em que não chamou as entidades, desde o início da greve, para negociar.
           
Tudo o que este governo fala é que seu prazo para apresentação de alguma proposta para o funcionalismo é 31 de julho. Depois de negociarem todo o orçamento com os credores da dívida pública e destinar bilhões para apoio e incentivos às grandes empresas e ao agronegócio, o governo vai deixar apenas algumas migalhas para os servidores, elegendo quais as poucas categorias a serem contempladas com os míseros recursos que sobrarem do verdadeiro banquete orçamentário, que será servido aos setores da burguesia nacional e internacional.

Quando promete cortar o ponto dos grevistas e retirar dos servidores o salário que sustenta suas famílias, o governo Dilma golpeia o que há de mais sagrado para as vidas humanas: o direito à sobrevivência. Neste sentido, é uma vergonha a medida baixada por esse governo para reprimir o movimento legítimo dos servidores federais e significa uma atitude de criminalização e ataque ao livre exercício de greve. A resposta não pode ser outra: aumentar ainda mais o nível de mobilização e construir um verdadeiro tsunami de greves em todo o setor público federal.

A CSP-Conlutas condena veemente a atitude do governo petista e orienta todas as suas entidades e movimento a fortalecer a greve dos servidores federais, com amplo apoio e solidariedade, ao mesmo tempo em que ratifica a orientação do envio de caravanas à Brasília para estender a todos os setores a GRANDE MARCHA, que será realizada no dia 18 de julho.

–                    Não à repressão e em defesa do livre exercício do direito de greve;
–                    Exigimos negociação e atendimento das reivindicações dos servidores federais.