sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Deputados viram as costas para os trabalhadores e aprovam mínimo de 545 reais

O governo conseguiu a aprovação de sua proposta de aumento do salário mínimo para R$ 545. Não houve aumento real e o índice foi inferior ao da inflação.
Na votação, que ocorreu nesta quarta-feira (16), na Câmara dos Deputados, mais uma vez prevaleceu a vontade da ala governista que está voltada não para a necessidade do povo brasileiro e sim para os interesses dos empresários.
O argumento utilizado foi o de manter o reajuste fiscal e o equilíbrio das contas públicas. Toda essa economia será para garantir o pagamento da dívida pública e para continuar garantindo os lucros dos banqueiros, empresários e os seus próprios salários.
A votação do mínimo vai para o Senado na próxima semana. As centrais sindicais governistas continuarão defendendo sua proposta de aumento do mínimo para R$ 560 e o PSDB de R$ 600. Ambas as propostas são para gringo ver, pois para os parlamentares o reajuste nos salários foi de 62%. O ideal seria este mesmo reajuste para o mínimo, rumo ao valor estipulado pelo Dieese de R$ 2.200.
O representante da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, que esteve presente na votação, enfatizou que mais uma vez a Câmara dos Deputados virou as costas para os trabalhadores priorizando seus próprios interesses. “O governo ganhou na bancada e mostra para quem realmente está governando. Vamos a Brasília denunciar esse absurdo e exigir reajuste igual ao dado aos parlamentares”, disse Mancha.
A CSP-Conlutas foi a Brasília neste dia junto com os cerca de 5 mil servidores públicos. Além do lançamento de sua campanha salarial, os servidores também denunciaram este reajuste irrisório.
A Central organiza uma manifestação junto com outras organizações em Brasília na próxima semana e continuará na luta em defesa do salário mínimo

Reunião da oposição

Olá a tod@s!

Se você está descontente com os rumos que nosso sindicato tomou (atrelamento ao governo, falta de democracia, substituição das lutas por conversas de gabinete, distanciamento da categoria, etc), então pensamos em comum.

Veia nos ajudar a mudar essa situação. Precisamos da participação e do apoio de todos os que não aguentam mais um sindicato submisso aos interesses dos governos.

Amanhã, sábado, haverá reunião da oposição. Venha conosco!

Onde? Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Maringá - UEM

Quando mesmo? Amanhã, sábado

Horário: 17 horas

Convide @s colegas de trabalho

"Um mais um é sempre mais que dois"
Beto Guedes

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oposição cobra da direção regional da APP Maringá lista de filiados

Na segunda-feira passada (14/02) representantes da oposição à direção da APP cobraram dos dirigentes do sindicato a listagem de filiados do Núcleo Sindicall de Maringá. Como esse documento já havia sido negado pela direção da APP sindicato ( mais de um mês após a solicitação), os representantes entregaram um outro pedido e esperam resposta.
Entendemos que não há problema algum em conhecermos nossos companheiros que estão filiados ao sindicato para que possamos organizar nossos boletins e filiações. Porém, a direção do sindicato insiste em nos privar dessa informação. Veja abaixo o documento entregue:

Ofício n. 003/2011

Maringá-PR, 13 de fevereiro de 2011.

Prezado Presidente da APP-Maringá,


Nós, servidores públicos estaduais, filiados a essa entidade sindical, em razão da resposta ao Ofício n.002/2011 que deliberou por não entregar a relação de filiados para conhecimento dos requerentes, voltamos à presença de Vossa Senhoria a fim de reiterar o requerimento de entrega da listagem de filiados, pelos seguintes motivos:

1.       A informação solicitada não entra no rol de proibições quanto a norma de sigilo, uma vez que o requerimento tão somente solicita a listagem com os nomes dos sindicalizados, sem qualquer outra informação pessoal como número de documento de identidade ou CPF;

2.       Os requerentes fazem parte de uma OPOSIÇÃO SINDICAL organizada que disputará o próximo pleito sindical nesse ano de 2011;

3.       O Estatuto da entidade garante o acesso às informações para fins eleitorais para os interessados até 20 (vinte) dias antes das eleições, o que não quer dizer que o prazo de entrega seja de 20 dias antes das eleições, mas de que esse é o prazo máximo para fornecimento da listagem de filiados;

4.       Os requerentes têm necessidade da listagem de sindicalizados para apresentar seu material informativo sindical, o que é permitido pelo Estatuto;

5.       Finalmente, exige-se o respeito ao tratamento isonômico e igualitário para a disputa do pleito sindical que se iniciará, entre ocupantes da atual Diretoria e qualquer interessado.


Assim, requerem os signatários o fornecimento da listagem de sindicalizados como forma de garantir o acesso isonômico aos nomes dos filiados para trabalho sindical de base.


Aguarda deferimento.

Maringá-PR, 13 de fevereiro de 2011.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) vota contra diminuição do número de alunos por turma

Hoje em votação na ALEP, mais uma vez os deputados mostraram de que lado estão. Passada a eleição, suas propostas e promessas se transformaram em areia. Naquele período era muito fácil falar em promover a educação, a saúde, etc. Na verdade eles só querem promover os seus próprios bolsos. Na votação, apenas 14 dos 54 votaram a favor da educação.

Nós da oposição sempre alertamos os trabalhadores em educação que somente com muita luta e mobilização é que conseguiremos reverter a situação em que se encontra a educação. De nada adianta a categoria esperar sentada os deputados ou o governo resolver a nossa situação. Acreditamos na capacidade e na necessidade da organização e luta dos trabalhadores.Infelizmente a direção de nosso sindicato não pensa assim. Esse é um dos motivos de sermos oposição.

 Os governadores e parlamentares na verdade são representantes do capital. Estão a serviço daqueles que financiaram suas campanhas milionárias. Durante as eleições se postam como os maiores defensores dos trabalhadores, mas logo no primeiro dia após a posse, atacam sem piedade os poucos direitos conquistados por esses com muita luta.

Mas essa luta não para por aqui. Temos que pressionar o sindicato a chamar imediatamente uma assembleia para que possamos organizar nossa luta. Mais que isso: temos que pressionar o sindicato para iniciar a organização do congresso da APP. Nos próxinos dias estaremos cobrando formalmente do sindicato essa posição.