segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Moção de Apoio a Greve na UFPR

No último dia 11 de agosto do corrente ano no teatro da reitoria da Universidade Federal do Paraná em Curitiba, ocorreu uma assembleia histórica, professores, técnicos administrativos e alunos da UFPR, representados pelos suas respectivas entidades de classe APUFPR, SINDTEST e DCE-UFPR, aprovaram uma pauta única de luta e reivindicações para a greve que agora envolve as três categorias.

A greve que começará a mais de um mês com os técnicos administrativos, e já conta com a adesão de mais de 40 universidades federais no pais, reflete o sucateamento e o descaso com que o governo federal tem tratado não só o ensino superior, mas educação de uma maneira geral. A falta de condições mínimas para o exercício das atividades acadêmicas afeta toda a sociedade não só os envolvidos diretamente.

Os ataques do governo as universidades não param por ai, são constantes as tentavas do governo de privatizar os hospitais universitários, em uma tática rasteira de primeiro sucateá-lo para depois alegar que só com capital privado conseguirá recuperá-lo, tentando assim transformar os HU's que outrora foram centros de excelência na formação dos profissionais da saúde e que atendiam aos interesses destes e de seus pacientes, em hospitais públicos de interesse privado que se curvam a lógica e aos interesses do capital.

A APP de Luta e Pela Base – Oposição Alternativa, entende que a luta pela educação é uma só, não podemos desvincular os problemas setorizando em problemas do fundamental, do médio e do superior, precisamos que a luta seja uma só, defendemos que os educadores das mais variadas esferas devem estar articulados lutando por um novo modelo de educação que vise acima de tudo promover a autonomia dos indivíduos, buscando promover uma sociedade mais justa e igualitária.

Nesse sentido nos somamos aos companheiros e companheiras da UFPR, afim de engrossar as fileiras da luta pela educação, se não fazemos de forma institucionalizada é por que o posicionamento da direção de nossa entidade de classe não se soma ao nosso, porém nós da APP de Luta e Pela Base – Oposição Alternativa, nos colocamos sempre a disposição para defender uma educação pública, laica e para todos.



15 de Agosto de 2011

APP de Luta e Pela Base – Oposição Alternativa


Amanhã tem paralisação nacional. E no Paraná?

Está sendo chamado pela CNTE  uma paralisação nacional dos trabalhadores em educação.A pauta da paralisação é o não cumprimento por parte de vários  governos estaduais e municipais da lei do Piso Salarial Nacional (tanto no que diz respeito ao salário, quanto à hora atividade), o Plano Nacional de Educação e a carreira. Então por que não vamos parar?

Muitas foram as promessas do governo e da direção do sindicato, como por exemplo,  que teríamos os 3%  restantes do Piso ainda em julho, de um projeto de lei de parcelamento da equiparação, também em julho e, da  implantação da hora atividade gradativa a partir do segundo semestre. Nada disso se concretizou.

Quanto ao Plano Nacional de Educação, a proposta apresentada pelo governo federal vai na contramão da educação de qualidade e oferece um paraíso aos tubarões do ensino. Incentivo de utilização de dinheiro público no sistema privado, sucateamento da educação superior e a educação integral sem qualidade fazem parte deste PNE . Pior ainda  é a questão do financiamento. O novo PNE se propõe a cumprir apenas a meta de 10 (dez) anos atrás, ou seja, 7% do PIB. Pior,  para 2020!!!

 Para  discutir uma educação de qualidade para o estudante, com condições de trabalho, salários e direitos a nós, trabalhadores em educação, devemos começar pelo financiamento. Temos que dizer não a esse PNE que está aí e exigir do governo a aplicação de 10% do PIB já! Que o dinheiro público seja aplicado no sistema público

Também não estamos contentes com a nossa carreira.Lutamos por gratificação de 25% para professores mestres e 45% para doutores. Quanto aos funcionários, promoção para agentes I com graduação e para agentes II com pós graduação.Profuncionário com sua realização em horário de trabalho.

Tudo isso, sem entrar no debate do fechamento de turmas. Uma política clara do governo do PSDB para sucatear mais ainda a educação.Temos que negar veemente essa política. Lutamos por redução do número de alunos por turma e contratação via concurso de mais professores e funcionários, não o contrário.

A direção da APP sindicato infelizmente defende a não participação de nossa categoria nesse dia de paralisação. Não estaremos ao lado de educadores do país inteiro nesse ato, todos parados.Mais uma vez a direção do sindicato joga a favor da desmobilização. Como vimos acima as coisas não andam tão bem como diz o governo e a direção do sindicato.

Essa paralisação deveria ser construída com o amplo debate, nas salas de professores, cozinhas e secretarias das escolas. Os trabalhadores em educação possuem uma infinidade de motivos para uma paralisação, ainda mais em conjunto com os educadores de todo o país.

Mesmo com tantas dificuldades a oposição APP de Luta, Pela Base chama todos os educadores a participar dos atos regionais de amanhã.

Chamamos também a ingressarem na construção da jornada de lutas que acontecerá na semana do dia 18 ao dia 25 de agosto. Vamos juntos nessa luta!

sábado, 13 de agosto de 2011

Jornada Nacional de Lutas. Participe!


Dia 24 vamos a Brasília exigir 10% do PIB pra educação já!

Leia a nota da ANEL sobre a marcha convocada pelas entidades como parte da semana de luta de 17 a 26 de agosto


No dia 21 de julho a ANEL esteve presente em uma reunião em Brasília para organizar a Campanha Nacional por “10% do PIB pra Educação Já!” que contou com a presença de diversas entidades. Estavam lá representados o ANDES-SN, o MST, a CSP-Conlutas, o SINDSPREV, e diversas entidades estudantis como o DCE UFRJ, DCE UFRGS, o Centro Acadêmico de Geografia da USP, a Executiva Nacional de Pedagogia.

Em seu 1º Congresso, a ANEL aprofundou a discussão sobre os rumos que a educação brasileira tem tomado e aprovou que sua Campanha Nacional prioritária para o próximo semestre será contra o Plano Nacional da Educação (PL 8035/10) proposto pelo governo Dilma e em defesa dos 10% do PIB pra educação já.

As Calouradas devem fortalecer a luta contra o novo PNE: o Plano Nacional da Enrolação

Agora em agosto, em diversas universidades do país entram mais uma leva de novos alunos. As calouradas serão um importante momento para dialogar com os novos alunos e convidá-los a lutar junto conosco.

Para aqueles que sofreram com a injustiça do funil do vestibular, não é difícil perceber que a situação da educação brasileira está muito difícil. A maioria que passa pras universidades teve que estudar em colégios particulares ou fazer cursinhos pagos, porque não dá pra depender das escolas públicas, cada vez mais sucateadas e com péssimas condições de trabalho para os professores. A taxa de analfabetismo no Brasil é de quase 10% (bem mais que países como Uruguai, Chile ou Argentina), a evasão escolar chega a 13,2% e hoje apenas 14,4% dos jovens estão nas universidades, sendo destes apenas 4% nas públicas.

Em 2001, o governo propôs um Plano Nacional da Educação, com bonitas metas a serem cumpridas até 2010, que se tornaram palavras vazias quando 2/3 do que propunha não foi cumprido. O motivo? O governo propunha o investimento de 7%, e nem chegou aos 5%! E agora, com o novo PNE, de novo repete a meta dos 7%, quando o próprio ministro da educação diz ser muito difícil chegar a esse índice. No Brasil, há um atraso histórico no trato com a educação, e o governo pretende ampliar esse atraso para 20 anos com o novo PNE; a vida de uma geração inteira!

Sem dúvida, o grande desafio da juventude brasileira ao longo desse semestre vai ser lutar contra a aprovação deste Plano Nacional da Educação do governo Dilma. Ele busca sistematizar e transformar em política de estado os principais projetos educacionais aprovados pelo governo Lula, como o REUNI, o ENEM, o PROUNI, ensino à distância, ENADE, etc. Um verdadeiro PNE deveria defender a garantia de uma educação pública e de qualidade para toda a juventude, desde o ensino básico até o superior.

Acabar com analfabetismo, a evasão escolar, expandir as vagas das universidades públicas para a juventude ter acesso, com garantia de assistência estudantil, boas condições de trabalho para professores e funcionários. E pra isso, só com a ampliação imediata do investimento para 10% do PIB pra educação. Essa é a necessidade da juventude brasileira, e é por isso que a ANEL vai lutar.

A Educação não pode mais esperar: 10% do PIB Já! Não ao PNE do governo.
Todos à Jornada de Lutas e à Marcha em Brasília!

Entre os dias 17 e 26 de agosto está sendo articulada uma grande Jornada de Lutas do movimento sindical, popular e estudantil. Diversas categorias de trabalhadores já estão organizando suas campanhas salariais, os servidores federais e professores da rede estadual e municipal seguem em greve em diversas locais, o movimento sem terra lutando pelo assentamento de famílias e contra a violência e o fechamento das escolas no campo, diversas ocupações sem-teto fortalecendo a luta por moradia: é hora de unificar todos os lutadores. Entre os dias 17 e 19, vão haver diversos protestos em cada estado. No dia 24, uma grande Marcha em Brasília seguida de uma Plenária Nacional pelos 10% do PIB pra Educação Já.

No movimento estudantil, houve importantes lutas no começo do ano, como as diversas mobilizações contra o aumento da passagem e pelo passe-livre nacional. Em seguida, a juventude de todo o mundo entrou em cena, mostrando sua força derrubando ditaduras no mundo árabe e questionando a falsa democracia e os planos de austeridade dos países europeus. Na Espanha, para o próximo domingo se prepara a maior marcha do movimento 15-M. No Chile, os estudantes ocupam universidades, escolas, praças e ruas pela gratuidade da educação pública e em defesa dos recursos naturais, como o cobre, para as áreas sociais. A ANEL esteve sempre colada a cada um desses processos, estando presente no Egito e no Chile e mostrando que a sua luta tem o apoio dos estudantes do Brasil.

Chegou a hora, portanto, de fazer entrar em cena a juventude brasileira. Queremos chamar todos aqueles que buscam construir um movimento estudantil combativo e independente, que luta pela educação pública de qualidade, contra as opressões, em defesa do meio ambiente e da cultura popular, que se encontre com os trabalhadores em Brasília, no dia 24 de agosto. Vamos organizar junto com o ANDES-SN, a CSP-Conlutas e diversas entidades e movimentos sociais uma grande ALA em defesa dos 10% do PIB, pra gritar em alto e bom som em frente ao Planalto Central que se depender da gente, vamos barrar o PNE do governo e lutar em defesa do nosso projeto educacional.

Entre em contato com a Comissão Executiva Estadual do seu estado para fazer parte das listas de ônibus que serão organizadas em todo o país. Qualquer dúvida, mande um email para anelonline@gmail.com. Nos vemos em Brasília!