terça-feira, 16 de agosto de 2011

Jornada Nacional de Lutas já vai começar!


Em todo o país, trabalhadores, estudantes, movimento popular e de luta contra as opressões preparam atos, passeatas, paralisações, assembleias e diversas formas de manifestações. Isto porque já estamos muito próximos da Jornada Nacional de Lutas, que acontece de 17 a 26 de agosto.

Essa jornada pretende ajudar a preparar os trabalhadores para resistirem aos novos ataques que o governo e os empresários estão tentando impor. Eles querem se precaver da crise que assolou a Europa e os EUA reduzindo as verbas sociais e arrancando direitos e salários dos trabalhadores brasileiros.

Quando o governo Dilma assumiu, de cara, já anunciou o corte no orçamento de 50 bilhões de reais retirando recursos da saúde, educação, previdência, moradia e outros. Agora, lança o plano “Brasil Maior” que dá incentivos fiscais às grandes empresas principalmente multinacionais através de redução do IPI, da desoneração da folha de pagamento e do incentivo às exportações para supostamente aumentar a competitividade das empresas instaladas no país. Enquanto isso, se nega a dar reajustes salariais dizendo que “é preciso manter a economia estável.”

O mesmo discurso e a velha política para enfrentar crises. Não podemos aceitar! Precisamos seguir o exemplo dos trabalhadores e estudantes do mundo inteiro que estão enfrentando suas crises com mobilizações e muita resistência. São lutas que vão desde os povos do norte da África, às ocupações das praças em toda a Europa, assim como a heróica luta dos estudantes chilenos.

No Brasil estão em luta o funcionalismo federal, os trabalhadores da educação básica, os trabalhadores sem teto, assim como as categorias que estão em campanha salarial, como petroleiros, bancários e metalúrgicos.

Queremos dar um sentido unitário a cada uma de nossas reivindicações e à luta contra os ataques de Dilma, dos governos estaduais e municipais e em defesa dos nossos direitos.

Por isso, a CSP-Conlutas e entidades como o Andes-SN, ANEL, Assibge-SN, CNESF, Cobap, Condsef, CPERS, Fenasps, Intersindical, MTL, MST e MTST estão organizando uma grande semana de mobilizações por todo o país de 17 a 26 de agosto. O ponto alto será a grande marcha a Brasília no próximo dia 24.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Moção de Apoio a Greve na UFPR

No último dia 11 de agosto do corrente ano no teatro da reitoria da Universidade Federal do Paraná em Curitiba, ocorreu uma assembleia histórica, professores, técnicos administrativos e alunos da UFPR, representados pelos suas respectivas entidades de classe APUFPR, SINDTEST e DCE-UFPR, aprovaram uma pauta única de luta e reivindicações para a greve que agora envolve as três categorias.

A greve que começará a mais de um mês com os técnicos administrativos, e já conta com a adesão de mais de 40 universidades federais no pais, reflete o sucateamento e o descaso com que o governo federal tem tratado não só o ensino superior, mas educação de uma maneira geral. A falta de condições mínimas para o exercício das atividades acadêmicas afeta toda a sociedade não só os envolvidos diretamente.

Os ataques do governo as universidades não param por ai, são constantes as tentavas do governo de privatizar os hospitais universitários, em uma tática rasteira de primeiro sucateá-lo para depois alegar que só com capital privado conseguirá recuperá-lo, tentando assim transformar os HU's que outrora foram centros de excelência na formação dos profissionais da saúde e que atendiam aos interesses destes e de seus pacientes, em hospitais públicos de interesse privado que se curvam a lógica e aos interesses do capital.

A APP de Luta e Pela Base – Oposição Alternativa, entende que a luta pela educação é uma só, não podemos desvincular os problemas setorizando em problemas do fundamental, do médio e do superior, precisamos que a luta seja uma só, defendemos que os educadores das mais variadas esferas devem estar articulados lutando por um novo modelo de educação que vise acima de tudo promover a autonomia dos indivíduos, buscando promover uma sociedade mais justa e igualitária.

Nesse sentido nos somamos aos companheiros e companheiras da UFPR, afim de engrossar as fileiras da luta pela educação, se não fazemos de forma institucionalizada é por que o posicionamento da direção de nossa entidade de classe não se soma ao nosso, porém nós da APP de Luta e Pela Base – Oposição Alternativa, nos colocamos sempre a disposição para defender uma educação pública, laica e para todos.



15 de Agosto de 2011

APP de Luta e Pela Base – Oposição Alternativa


Amanhã tem paralisação nacional. E no Paraná?

Está sendo chamado pela CNTE  uma paralisação nacional dos trabalhadores em educação.A pauta da paralisação é o não cumprimento por parte de vários  governos estaduais e municipais da lei do Piso Salarial Nacional (tanto no que diz respeito ao salário, quanto à hora atividade), o Plano Nacional de Educação e a carreira. Então por que não vamos parar?

Muitas foram as promessas do governo e da direção do sindicato, como por exemplo,  que teríamos os 3%  restantes do Piso ainda em julho, de um projeto de lei de parcelamento da equiparação, também em julho e, da  implantação da hora atividade gradativa a partir do segundo semestre. Nada disso se concretizou.

Quanto ao Plano Nacional de Educação, a proposta apresentada pelo governo federal vai na contramão da educação de qualidade e oferece um paraíso aos tubarões do ensino. Incentivo de utilização de dinheiro público no sistema privado, sucateamento da educação superior e a educação integral sem qualidade fazem parte deste PNE . Pior ainda  é a questão do financiamento. O novo PNE se propõe a cumprir apenas a meta de 10 (dez) anos atrás, ou seja, 7% do PIB. Pior,  para 2020!!!

 Para  discutir uma educação de qualidade para o estudante, com condições de trabalho, salários e direitos a nós, trabalhadores em educação, devemos começar pelo financiamento. Temos que dizer não a esse PNE que está aí e exigir do governo a aplicação de 10% do PIB já! Que o dinheiro público seja aplicado no sistema público

Também não estamos contentes com a nossa carreira.Lutamos por gratificação de 25% para professores mestres e 45% para doutores. Quanto aos funcionários, promoção para agentes I com graduação e para agentes II com pós graduação.Profuncionário com sua realização em horário de trabalho.

Tudo isso, sem entrar no debate do fechamento de turmas. Uma política clara do governo do PSDB para sucatear mais ainda a educação.Temos que negar veemente essa política. Lutamos por redução do número de alunos por turma e contratação via concurso de mais professores e funcionários, não o contrário.

A direção da APP sindicato infelizmente defende a não participação de nossa categoria nesse dia de paralisação. Não estaremos ao lado de educadores do país inteiro nesse ato, todos parados.Mais uma vez a direção do sindicato joga a favor da desmobilização. Como vimos acima as coisas não andam tão bem como diz o governo e a direção do sindicato.

Essa paralisação deveria ser construída com o amplo debate, nas salas de professores, cozinhas e secretarias das escolas. Os trabalhadores em educação possuem uma infinidade de motivos para uma paralisação, ainda mais em conjunto com os educadores de todo o país.

Mesmo com tantas dificuldades a oposição APP de Luta, Pela Base chama todos os educadores a participar dos atos regionais de amanhã.

Chamamos também a ingressarem na construção da jornada de lutas que acontecerá na semana do dia 18 ao dia 25 de agosto. Vamos juntos nessa luta!