sexta-feira, 9 de março de 2012

Ato Regional do Litoral

A primeira reunião para organização do ato regional para dia 15 de março, dia de greve dos trabalhadores da educação aqui no Paraná foi um sucesso, contamos com a presença de membros da comunidade, grêmio estudantil, profissionais da educação e da diretoria regional da APP-Sindicato, foi tirado uma data de segunda feira para uma nova reunião de finalização dos preparativos para o ato do dia 15 que ocorrerá aqui em Pontal do Paraná, todos estão convidados para virem para a próxima reunião Segunda as 18:30 e para o ato do dia 15......vamos construir esse ato de maneira democratica, e com a participação de toda a comunidade escolar......

Professor Ivan Bernardo é inocentado na justiça.‏

A faixa "PROCURA-SE UM PREFEITO PARA PARANAVAÍ URGENTE" exposta no estádio Waldomiro Wagner em Paranavaí  no dia 09 de março de 2011, no jogo do ACP x Coritiba, a entrevista que o professor concedeu a um blog, denunciando as mazelas no município e o descaso dos governantes com o povo trabalhador de Paranavaí, fez com que o Prefeito Rogério Lorenzetti do PMDB acusasse o professor Ivan Bernardo, militante do PSTU e da CSP Conlutas, de ter manchado o seu nome em rede nacional e "internacional", e entrou com uma ação na justiça por injúria e difamação.

   O Movimento por Moradia, a ANEL, Oposição da APP, militantes do PSTU, PSOL e POR, saíram em defesa da liberdade de expressão do povo e do professor, que com coragem de poucos, denunciou, através de um protesto legítimo, os problemas do município e o descaso dos governantes com a população trabalhadora.

   A população  de Paranavaí em sua maioria manifestou-se dando apoio à atitude do professor, de várias formas: a torcida no estádio, nos blogs, na internet, nas rádios da cidade, em conversas nas calçadas, nas escolas.  O que o prefeito tentou, foi intimidar qualquer manifestação contra a sua gestão.

   No dia 05 de março de 2012 o Juiz de Direito J. Foglia Junior rejeitou a denúncia , por entender que a manifestação do denunciado insere-se na opinião, crítica e manifestação política, inerentes ao regime democrático.  E o Professor Ivan foi inocentado . Uma vitória contra a perseguição aos movimentos sociais.

Agradecemos à todos os companheiros que prestaram solidariedade ao Professor Ivan

quarta-feira, 7 de março de 2012

8 de março: dia de luta!

Oito de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Data um tanto festiva, com direito a discursos inflamados em prol da importância feminina e seus atributos modernos (a perfeita guerreira- mãe-esposa- amante-profissional),além das flores,perfumes e bombons,tão  tradicionais no período. Na tv , programas fazem suas homenagens exaltando a independência feminina e a beleza de ser mulher. Nas escolas, fotos de mulheres geralmente brancas e mães, com lindas frases de efeito ressaltando os papéis sociais tradicionais femininos são espalhadas em todos os cantos. No entanto, o que significa de fato o dia mundial da mulher?
Há mais de 100 anos comemora-se o dia internacional da mulher. A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, no contexto da segunda Revolução Indústrial e da Primeira Guerra Mundial, período no qual ocorre a incorporação massiva da mão-de-obra feminina nas indústrias. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte das trabalhadoras.
No ano de 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, sendo ali aprovada a proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituir um dia internacional da Mulher, no entanto sem nenhuma data específica. Pouco tempo depois, em 25 de Março de 1911, um incêndio numa indústria textil norte americana mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às péssimas condições de segurança do edifício. Muitos autores acreditam que pela gravidade do acontecimento, esse episódio tenha se incorporado ao imaginário social coletivo, sendo esse episódio erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução de 1917, já que em 8 de março (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria textil contra a fome, contra o czar Nicolau e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro.
 Nos países ocidentais, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. No entanto, posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já nos idos de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977.
 Porém, não é só pelo fato de hoje termos uma mulher como presidente da república ou em vários outros cargos de poder, que devemos acreditar que o machismo acabou e que conseguimos a igualdade. Dilma até agora jogou uma pá de cal em várias bandeiras históricas do movimento feminista brasileiro por conta das alianças esdrúxulas de seu partido, o PT.
E embora muitas conquistas tivemos nesses mais de cem anos de comemoração da data,não podemos nos esquecer que a sociedade patriarcal e seu machismo ainda matam,discriminam,oprimem muitas mulheres cotidianamente,principalmente as mulheres trabalhadoras.
O capitalismo possibilita uma igualdade formal de direitos jurídicos e democráticos, no entanto o fato de termos que conviver (ou sobreviver) com uma dupla ou tripla jornada de trabalho, ganhando 70% do salário de um homem, não termos direito de escolha em relação ao nosso próprio corpo, ouvir no noticiário que 12 mulheres por dia são mortas e que a cada 12 segundos uma é agredida e na maioria das vezes pelo próprio companheiro são bons exemplos de que ainda estamos longe de alcançarmos a igualdade e independência que tanto almejamos.
 O dia internacional da mulher é, portanto, um dia de luta que não pode ser esquecido ou apagado da história. Devemos lutar para que nossas diferenças biológicas sejam respeitadas de fato e não sirvam de pretexto para nos subordinar e nos inferiorizar. E essa luta não é apenas uma luta das mulheres, mas uma luta conjunta de toda classe trabalhadora! Somente juntos, nós mulheres trabalhadoras, seremos vitoriosos na luta por dias melhores, na luta de uma sociedade de fato igualitária, uma sociedade socialista.

* Paula é professora de sociologia dos colégios CEEBJA e Lisboa, em Sarandi/PR e militante do Movimento Mulheres em Luta da  CSP/Conlutas

terça-feira, 6 de março de 2012

Além de atacar os trabalhadores, agora governo Beto Richa (PSDB) usa tática para nos dividir

Diante da crescente mobilização de várias categorias de servidores públicos do Estado do Paraná, o governo do estado utiliza-se de todos os meios para dividir os trabalhadores do serviço público. Mais que todos os ataques que o neoliberal Beto Richa impõe às categorias, agora utiliza-se da tática de dividir o movimento separadamente, tentando criar uma diferenciação entre os servidores.

Depois da traição aos educadores das Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEESs), quando somente os reitores foram chamados para negociar, deixando os demais professores e os funcionários de lado, agora é a vez do governo chamar os diretores de escola e anunciar reajuste na gratificação de diretores e secretários. Além disso, espera que a diminuição das aulas de sociologia e filosofia do magistério (formação docente)gerem atritos entre os professores. Mas isso não vai acontecer!

Um chamado à unidade 

Diante da ofensiva do governo Beto Richa, temos que agir com ampla unidade e fortalecer nossa organização e nossas lutas. Precisamos estar juntos nessa luta. Para isso, chamamos a unidade entre as diversas categorias e entre os servidores públicos. Somos todos trabalhadores e defendemos que todos devem ter reajustes e aumento, assim como plano de carreira decente e boas condições de trabalho.

Defendemos que o salário mínimo para todos os trabalhadores, seja o mínimo calculado pelo DIEESE, ou seja,  cerca de R$ 2.400,00 reais. O aumento oferecido aos policiais e as recentes declarações de aumento de gratificações de reitores, diretores e secretários, mostram que o governo tem dinheiro em caixa, ao contrário do que vem anunciando. Mas os diretores e secretários não podem cair nessa armadilha. Devem estar lado a lado com os demais educadores na luta pela lei do piso e pelo plano de carreira dos funcionários. Devemos nos unir  aos professores de sociologia e filosofia na campanha: Nenhuma aula a menos!

Somente com ampla unidade derrotaremos o governo e seus projetos de sucateamento do serviço público!